Uber oferece seguros de vida e acidente na Índia

  • ECO
  • 29 Agosto 2017

A conhecida empresa de transporte privado estende à Índia uma oferta já disponível em países como Indonésia e Myanmar.

Os motoristas da Uber na Índia vão beneficiar de seguros de vida e acidente gratuitos, oferecidos pela empresa de transporte. Os seguros são apenas válidos durante a condução dos veículos da empresa e surgem numa altura em que a companhia tenta limpar a sua imagem após uma sucessão de escândalos na casa-mãe nos Estados Unidos.

“Estamos cientes da responsabilidade que temos em fazer o nosso melhor para os condutores que usam a aplicação para a sua subsistência”, disse Pradeep Parameswaran, diretor de operações da Uber na Índia, citado pelo Financial Times [acesso condicionado].

Esta oferta surge na sequência das acusações de imposição de uma cultura empresarial agressiva na Uber e também pela forma como a empresa lida com os motoristas. Segundo o jornal britânico, estes foram encorajados a pedir empréstimos avultados para comprar automóveis, assim como lhes foram prometidos salários irrealistas: enquanto a empresa prometia remunerações mensais de 100.000 rupias (cerca de 1.310 euros), os condutores recebiam entre as 70.000 ou 85.000 rupias por mês.

Perante as queixas, a empresa de transporte de passageiros tem defendido que as remunerações dos condutores são “atrativas”, admitindo, no entanto, que estas têm vindo a cair. Enquanto mercado emergente, a Índia tem vindo a tornar-se um ponto de grande relevância para o crescimento da Uber, dado o aumento demográfico e a inadequação dos transportes públicos no país. No país, a plataforma conta já com 450.000 condutores, embora alguns também trabalhem para a concorrente local Ola.

De referir que Portugal está entre os poucos países onde a Uber tem um programa de benefícios para os motoristas. Face às polémicas, a empresa lançou em março o programa Momentum Rewards, que dá aos motoristas a possibilidade de “usufruir de descontos e condições especiais em produtos e serviços importantes para as suas operações”.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Uber oferece seguros de vida e acidente na Índia

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião