ECO assume gestão editorial da revista Advocatus

  • ECO
  • 15 Setembro 2017

A partir de 2 de outubro, a revista Advocatus vai entrar numa nova fase. O ECO assume, a partir dessa data, a gestão editorial da publicação, que conta com uma tiragem média de 2.500 exemplares.

A Advocatus, propriedade da News Engage, publicação portuguesa do Direito e Advocacia, conhece, a partir de 2 de outubro, uma nova fase de crescimento. A partir dessa data, o ECO vai assumir a gestão editorial (online e papel), comercial e de marketing da revista do setor. Com esta ligação ao título de informação económica, a Advocatus pretende “aproximar-se das empresas e dos decisores empresariais”.

“O objetivo é reforçar o posicionamento e notoriedade que já conquistou, ao mesmo tempo que amplia difusão e influência para ficar cada vez mais próxima dos interesses dos seus leitores”, de acordo com a News Engage, que vai manter a propriedade da Advocatus. O endereço de acesso mantém-se (www.advocatus.pt), bem como a periodicidade (mensal) e a tiragem média em papel de 2.500 exemplares. A News Engage “acredita que, com este movimento, abrem-se novas possibilidades e desafios à Advocatus“.

"Para o ECO, este movimento significa um óbvio enriquecimento de conteúdos numa área de atividade – a advocacia e o direito – com inquestionável relação com o mundo da economia, das empresas, consumidores e contribuintes, territórios naturais do ECO.”

News Engage

Esta nova fase da revista, — que conta com 12 mil subscritores da newsletter, tem mais de dois mil visitantes por dia e quatro mil visualizações online diariamente, — será liderada pelo jornalista António Costa, e vai ter como editora a jornalista Filipa Ambrósio de Sousa, especializada nas áreas da justiça e do direito. “Com novos conteúdos e grafismo atualizado. Estas novidades proporcionam significativa evolução na experiência de leitura e um redirecionamento dos seus públicos-alvo”.

Para o ECO, “este movimento significa um óbvio enriquecimento de conteúdos em áreas de atividade — a advocacia e o direito — com inquestionável relação com o mundo da economia, das empresas, consumidores e contribuintes, territórios naturais do ECO”.

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O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

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