FT: Portugal é uma “raridade na Zona Euro”

  • ECO
  • 19 Setembro 2017

O jornal britânico Financial Times atribuiu prémios de mérito a Portugal, pela capacidade que o país teve de conseguir sair do nível de investimento especulativo.

Portugal surge novamente nas publicações do Financial Times e, mais uma vez, por boas razões. O jornal atribuiu méritos ao país pela sua capacidade de conseguir sair do nível de investimento especulativo, depois de a Standard & Poor’s – uma das três agências de rating do mundo — ter tirado o rating de Portugal do ‘lixo’.

Num artigo publicado esta terça-feira [acesso restrito, conteúdo pago], o FT descreve Portugal como uma “raridade na Zona Euro: um Governo liderado por socialistas que realizou uma consolidação orçamental com a popularidade em alta”. Isto após a decisão da Standard & Poor’s, tomada na sequência da saída de Portugal de um processo de ajustamento, com um resgaste de 78 mil milhões de euros e uma redução do défice orçamental.

O jornal acrescenta ainda que esse desempenho do Governo se deveu às “estrelas económicas internacionais estavam alinhadas”, na altura em que António Costa ocupou o cargo de primeiro-ministro, e ainda porque o Executivo teve a “boa sorte” de não ser “cilindrado pelas políticas impopulares de um Governo em tempos de crise”.

As boas perspetivas para a Zona Euro também foram um fator que contribuiu significativamente para a melhoria da situação do país e para a economia global, permitindo reforçar as exportações e estimular o investimento. Há também outros contributos mais antigos: “os socialistas estão também a beneficiar os frutos das reformas dolorosas no mercado do trabalho do anterior Governo de centro-direita”, lê-se no artigo.

Costa recebe ainda um reconhecimento pelo seu mérito na implementação de leis para estabilizar o setor bancário e a manutenção da linha de consolidação orçamental “apesar de uma série de aumentos do salário mínimo”. Bruxelas destaca ainda a capacidade de controlo do défice, o que permitiu sair do procedimento dos défices excessivos.

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