Restaurantes de Lisboa faturam 187 milhões de euros com hóspedes da Airbnb

  • ECO
  • 21 Setembro 2017

Os hóspedes gastaram mais 79 milhões de euros nos restaurantes de Lisboa do que no período anterior. Em Portugal, o impacto foi de 1,07 mil milhões de euros em 2016.

Os hóspedes do Airbnb gastaram 187 milhões de euros nos restaurantes de Lisboa, desde setembro de 2016. A nível mundial, foram gastos 5,4 mil milhões de euros em restaurantes espalhados por todo o mundo.

A plataforma de alojamento Airbnb revelou que os seus hóspedes gastaram 187 milhões de euros nos restaurantes da cidade de Lisboa, nos últimos doze meses, mais 79 milhões face ao período homólogo anterior. Os dados foram divulgados esta quinta-feira, num relatório enviado pela empresa, que envolveu 44 cidades do mundo.

A Airbnb adianta que, em 2016, os seus hóspedes tiveram um impacto económico de 1,07 mil milhões de euros em Portugal e que no primeiro trimestre de 2017, a plataforma contribuiu com 1,1 milhões de euros de taxa turística ao município de Lisboa. Em média, um português que partilhe a sua casa durante 39 noites por ano, lucra uma média de 3,6 mil euros por mês de rendimento extra.

Nas dez cidades europeias incluídas no relatório, onde constam Paris, Londres e Lisboa, os hóspedes gastaram mais de 2,5 mil milhões de euros, um aumento de 700 milhões face ao período anterior.

A Airbnb adianta que os hóspedes estão cada vez mais dispendiosos, gastando em média entre 33 e 83 euros por noite. Quase metade (43%) dos gastos são feitos nas zonas onde estão alojados e 56% deles que poupam dinheiro ao reservar um alojamento pela Airbnb gasta mais em comida e compras. A maioria dos hóspedes (75%) prefere ficar alojado fora dos principais bairros de hotéis, beneficiando os cafés locais e os negócios familiares.

"Quando as pessoas viajam utilizando a Airbnb, ajudam a assegurar que os benefícios do turismo são desfrutados por muita gente e não ficam apenas nas mãos de alguns, apoiando assim as comunidades locais.”

Arnaldo Muñoz

Diretor geral da Airbnb para Espanha e Portugal

A Airbnb iniciou recentemente uma parceria com a aplicação de reservas de restaurantes Resy, onde os hóspedes vão poder fazer reservas nos melhores restaurantes diretamente através da aplicação e do website da Airbnb. O serviço de reservas entra em funcionamento a partir desta quinta-feira e está disponível em 16 cidades dos Estados Unidos.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Restaurantes de Lisboa faturam 187 milhões de euros com hóspedes da Airbnb

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião