EUA animam touro do petróleo. Preços sobem mais de 1%

  • Ana Batalha Oliveira
  • 28 Setembro 2017

O petróleo continua a valorizar. Os ganhos superam o 1%, e já se aproximaram dos 1,5%, perante a queda das reservas petrolíferas nos EUA.

O petróleo mantém a tendência de subida. Continua a valorizar, chegando a ganhar 1,5% nos mercados internacionais, animado pela queda inesperada das reservas da matéria-prima nos EUA.

O barril em Nova Iorque já acumula uma valorização de 24% desde o último mínimo, em junho, tendo entrado em bull market. O West Texas Intermediate (WTI) está a subir mais de 1%, colocando-se na fasquia dos 52,74 dólares. Já chegou a ganhar um máximo de 1,38% durante a sessão.

Os inventários de petróleo na maior economia do mundo caíram 1,85 milhões de barris, contrariando as previsões dos analistas consultados pela Bloomberg, que anteviam uma subida. É o reflexo do impacto dos furacões que atingiram o Golfo do México.

Simultaneamente, a Turquia está a ameaçar parar as exportações desta matéria-prima. Desta forma, os esforços da Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP) para aumentar os preços do ouro negro são facilitados pela quebra da oferta, o que puxa pelos preços.

Já no arranque da semana as notícias de que o excedente russo estaria a chegar ao fim lançaram o entusiasmo nos mercados, levando o Brent, em Londres, a tocar máximos de 2015. O barril, referência para a Europa, está a valorizar 0,62% para os 58,26 dólares. Chegou aos 59,49 dólares.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

EUA animam touro do petróleo. Preços sobem mais de 1%

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião