Eurico Brilhante Dias: “A marca Portugal hoje acrescenta valor”

  • ECO
  • 28 Setembro 2017

O secretário de Estado da Internacionalização assegura que o preconceito de usar a marca Portugal desapareceu. "Nunca vi tanta predisposição para usar a marca Portugal", diz Eurico Brilhante Dias.

O secretário de Estado da Internacionalização acredita que as empresas portuguesas ultrapassaram o preconceito de utilizar a marca Portugal. Neste momento, aliás, a utilização da marca “acrescenta valor” aos empresários, garante. Em entrevista esta quinta-feira ao Jornal de Negócios (acesso pago), Eurico Brilhante Dias justifica essa mudança com as boas notícias no défice e PIB.

“A marca Portugal hoje, para a larga maioria dos setores, acrescenta valor”, afirma o ex-deputado do PS que saltou da bancada parlamentar para o Governo este verão. Eurico Brilhante Dias garante que o preconceito começou a ser ultrapassado: “Nunca vi tanta predisposição para usar a marca Portugal“, afirma, ainda que reconheça que é necessário melhorar a coordenação e a articulação das ações externas.

O que mudou? O socialista aponta para as boas notícias da macroeconomia — “ajudam, sem dúvida”. O défice caiu, Portugal saiu do Procedimento por Défices Excessivos e, apesar de a economia ter crescido pouco em 2016, o primeiro semestre deste ano revelou uma aceleração do PIB português. Além disso, a mais recente decisão da Standard & Poor’s de subir o rating de Portugal, tirando-o do lixo, deu ainda mais confiança ao país.

A marca Portugal hoje, para a larga maioria dos setores, acrescenta valor.

Eurico Brilhante Dias

Secretário de Estado da Internacionalização

Contudo, este não é o único fator. “Não só pelas boas notícias, mas porque Portugal tem uma oferta diferenciadora, apresenta produtos diferenciadores, de elevado valor acrescentado”, argumenta o secretário de Estado da Internacionalização. Em consequência desta mudança de atitude, Eurico Brilhante Dias estima que as exportações representam 50% do PIB daqui a três anos.

“Se tudo correr conforme as expectativas, Portugal pode entrar na terceira década do século XXI ambicionando atingir 50% de peso das exportações no produto interno bruto (PIB)”, aponta o socialista, assinalando que é preciso um esforço das políticas públicas, mas também do setor privado. Neste momento, o peso das exportações no PIB é superior a 40% — duplicou em 20 anos.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Eurico Brilhante Dias: “A marca Portugal hoje acrescenta valor”

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião