Lucros do BPI superam estimativas dos analistas

O banco liderado por Pablo Forero fechou os primeiros nove meses do ano com um resultado líquido de 23 milhões de euros.

O BPI fechou os primeiros nove meses do ano com um lucros de 23 milhões de euros, segundo comunicado enviado à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). Este valor supera as estimativas dos analistas do CaixaBI que antecipavam prejuízos de 29 milhões de euros para o banco liderado por Pablo Forero.

O banco explica que os resultados foram penalizados por resultados não recorrentes de 290 milhões de euros referentes à venda e desconsolidação do angolano BFA e pelo programa de rescisões e reformas antecipadas voluntárias. Ainda assim, o aumento das comissões e a descida de imparidades compensaram os efeitos negativos.

Comparativamente ao mesmo período do ano anterior, e caso não existissem os resultados não recorrentes, o banco adianta que teria registado lucros de 312 milhões de euros (um aumento de 71%), dos quais 152 milhões provenientes da atividade em Portugal. Já Angola teve um contributo de 154 milhões de euros.

O BPI registou uma margem financeira de 301 milhões de euros, o que representa uma ligeira quebra face aos 305 milhões do ano passado. Esta diminuição de quatro milhões de euros reflete sobretudo o custo de nove milhões de euros da dívida subordinada emitida pelo banco em março deste ano.

Em relação ao produto bancário, a rubrica subiu para os 546 milhões de euros, quando comparado com igual período do ano anterior. Mas excluindo efeitos não recorrentes, o produto seria de 722 milhões de euros.

Os custos de estrutura por seu turno agravaram-se de 383 milhões em setembro de 2016 para os 453 milhões de euros em setembro de este ano, devido aos custos com rescisões e reformas antecipadas de 77 milhões de euros.

De referir que os resultados do BPI incluem já 103 milhões de euros de sinergias resultantes da integração do banco nacional no CaixaBank.

No comunicado o BPI destaca ainda o aumento de 1.800 milhões de euros nos recursos totais de clientes para 34.742 milhões de euros, com destaque para a forte expansão dos fundo de investimento que subiram 696 milhões de euros e para os depósitos que cresceram 417 milhões de euros. Já a carteira de crédito do BPI às empresas em Portugal aumentou 320 milhões de euros, uma variação de 5%, para 6.774 milhões de euros.

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