Marcelo diz que incêndios foram o ponto mais doloroso da sua presidência este ano

  • Lusa
  • 1 Dezembro 2017

O Presidente da República diz que os incêndios deste ano foram "o ponto mais doloroso" da sua presidência e, por isso, "o mais baixo, do ponto de vista do sacrifício dos portugueses".

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, considerou esta sexta-feira que os incêndios deste ano foram “o ponto mais doloroso” da sua presidência e, por isso, “o mais baixo, do ponto de vista do sacrifício dos portugueses”.

O chefe de Estado falava depois de ter o ouvido o professor universitário e investigador Xavier Viegas elogiar a sua intervenção na sequência dos incêndios e a sua proximidade em relação às populações afetadas, considerando que foi “o momento mais alto da sua presidência”.

Marcelo Rebelo de Sousa e Xavier Viegas participavam numa conferência da Plataforma de Associações da Sociedade Civil (PASC), na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, durante a qual foi entregue um prémio de cidadania à Associação de Vítimas do Incêndio de Pedrógão Grande.

À saída, questionado pelos jornalistas sobre o elogio de Xavier Viegas, o Presidente da República referiu que “o próprio é sempre mau juiz daquilo que está a fazer”. “Em qualquer caso, ficará a ser o ponto mais doloroso na minha presidência. Não sei se é o mais alto, eu direi que era o mais baixo, do ponto de vista de sacrifício dos portugueses”, acrescentou.

Na sua intervenção, o investigador da Universidade de Coimbra Xavier Viegas, que elaborou um relatório sobre os incêndios de junho a pedido do primeiro-ministro, António Costa, defendeu que, em Portugal, esta é “essencialmente uma questão de cidadania” e que o principal objetivo deve ser limitar o número de ocorrências.

Segundo o professor universitário, falta ao sistema português de defesa contra incêndios um pilar que designou de “população, à falta de melhor termo”, que engloba toda a sociedade civil e as autarquias. “Não temos mais margem para errar. Eu, ao longo dos 30 anos que levo nesta atividade, já vi várias vezes esta história e já vi vários falhanços, já vi várias situações em que as coisas não correram bem. Espero que não vejamos agora”, afirmou.

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

Publisher do ECO

Comentários ({{ total }})

Marcelo diz que incêndios foram o ponto mais doloroso da sua presidência este ano

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião