Eurostat: Preços na Zona Euro aceleram 1,5%

Em novembro, a inflação na Zona Euro subiu de 1,4% em outubro para 1,5% em novembro.

Em novembro de 2016, a inflação da Zona Euro registava uma variação de 0,6%. Um ano depois, a inflação acelerou mas continua aquém da meta do Banco Central Europeu. O Eurostat confirmou esta segunda-feira que a inflação foi de 1,5% em novembro, acima dos 1,4% de outubro. O mesmo aconteceu na União Europeia com uma subida de 1,7% para 1,8% em novembro.

Em Portugal, a inflação homóloga fixou-se nos 1,8% em novembro, mais 0,1 pontos percentuais do que a registada em outubro. Já a inflação subjacente — exclui produtores alimentares não transformados e energéticos — fixou-se nos 1,1%, inferior à de outubro devido à desaceleração dos preços da classe dos restaurantes e hotéis.

O Reino Unido, a Lituânia e a Estónia registaram as maiores variações na inflação de novembro, acima dos 3%. Por outro lado, a inflação do Chipre, da Irlanda e da Finlândia não chegou aos 1%. Os principais contributos para o aumento da inflação vieram dos combustíveis para os transportes e de alimentos como o leite, queijo e ovos enquanto as telecomunicações, o vestuário e a proteção social.

Na semana passada, Mario Draghi admitiu, na sua última conferência de imprensa do ano, que a inflação ficará aquém dos 2% nos próximos anos. A inflação deverá ficar nos 1,5% este ano, 1,4% em 2018, 1,5% de novo em 2019, acelerando até aos 1,7% em 2020. Além disso, as previsões para o PIB da Zona Euro foram revistas em alta.

De acordo com o presidente do BCE, a discussão entre os governadores focou-se na inflação: existe uma “maior confiança de que a inflação está a convergir para um caminho sustentado a médio prazo”. Contudo, Draghi admitiu que as pressões nos preços continuam “silenciadas” dado que não existem “sinais convincentes” de que há uma tendência ascendente “sustentada”.

A inflação é um dos principais indicadores que guia o Banco Central Europeu nos ajustas da sua política monetária. O mandato central do BCE é garantir que a inflação na Zona Euro fique perto de 2%.

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