Depois da Fitch, BCP puxa pela bolsa nacional

  • Ana Batalha Oliveira
  • 18 Dezembro 2017

Na primeira sessão da semana antes do Natal, praticamente todas as cotadas estão a valorizar. O "peso pesado" BCP é o que mais se destaca no verde, levando Lisboa a bater as pares europeias.

As previsões otimistas do mercado confirmaram-se: a Fitch decidiu elevar o rating da dívida portuguesa em dois níveis, tornando-se a segunda agência de rating a fazê-lo — seguiu-se à S&P. Com as obrigações nacionais fora do “lixo” e o empurrão do BCP, a semana na bolsa arranca com nota positiva.

A praça nacional começou a semana com o PSI-20 a valorizar 0,47% para os 5.411,21 pontos. O principal índice bolsista abriu com a maioria das cotadas no verde, com destaque para o BCP. O banco liderado por Nuno Amado subia 1,14% para os 26,6 cêntimos. A tendência continua a acentuar-se, atingindo os 1,71% nos primeiros minutos de negociação.

Outras das grandes cotadas, como a Galp Energia e a Jerónimo Martins acompanham o otimismo. A petrolífera apresenta ganhos de 0,65%, para os 15,60 euros por título enquanto a empresa de Soares dos Santos começou por cair mas rapidamente recuperou — as ações estão a valorizar 0,62% para os 16,145 euros.

Os CTT, que acabaram a última semana com perdas acumuladas de quase 5%, recomeçam a recuperar, com uma subida de 0,15%, no dia em que revelaram a venda da sede em Lisboa por 25 milhões de euros. A destoar está a EDP, que abriu a desvalorizar 0,58% para os 2,911 euros por ação, impedindo uma subida mais expressiva da bolsa portuguesa que está a acompanhar o otimismo vivido no mercado de dívida.

No final da semana passada, as obrigações nacionais atingiram o grau de investimento de BBB com uma perspetiva estável, de acordo com a classificação da Fitch, lançada já depois do fecho da última sessão. Esta era a aposta dos investidores, razão pela qual os juros da dívida a dez anos de Portugal baixaram da taxa exigida a Itália. Os efeitos já se fizeram sentir esta segunda-feira com os juros a dez anos da dívida nacional a caírem 5,8 pontos base para 1,782%.

 

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