Marcelo pede rapidez na criação da nova política florestal

  • ECO
  • 26 Dezembro 2017

O Presidente da República quer conhecer "as linhas fundamentais" do que vai mudar no combate e prevenção dos incêndios até ao final da primavera. "Parece-me muito importante", disse Marcelo.

O Presidente da República espera que se conheçam, “antes do fim da próxima primavera”, as “linhas fundamentais” do que vai mudar no combate e prevenção de incêndios florestais em Portugal. Numa entrevista ao Público [acesso condicionado], por ocasião do Natal em Pedrógão Grande, onde deflagrou o grande incêndio de junho, Marcelo Rebelo de Sousa defendeu que se deve “avançar rapidamente com uma política florestal”.

Questionado sobre se já tem conhecimento do que vai mudar em 2018 em matéria de combate e prevenção dos fogos, o Chefe de Estado respondeu que esse é um tema que “está a ser estudado, sob orientação de um especialista”.

“Penso que se ganha em que seja rápido, por uma razão óbvia: porque, embora o próprio especialista já tenha dito que pôr de pé o sistema demora tempo, perceber as linhas fundamentais antes do fim da próxima primavera parece-me muito importante”, frisou.

Acerca do facto de ainda não terem sido pagas indemnizações às vítimas dos incêndios deste ano, Marcelo Rebelo de Sousa explicou que “houve uma questão burocrática”. “Cada caso é um caso. E era preciso ficar provado o que é que se tinha passado. Isso demorou tempo e fez com que nenhum requerimento tivesse entrado na Provedoria de Justiça”, referiu.

E acrescentou: “Ultrapassada essa questão, eu penso que está em curso, e espero que o mais rápido possível seja concluído o processo na Provedoria de Justiça. A provedora está muito empenhada nisso, quer em relação a esta área [Pedrógão Grande], quer em relação à área de [dia 15 de outubro]”, indicou o Presidente.

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