Exportações da UE para a Rússia sobem 20% mesmo com sanções

Desde 2014 que a União Europeia impõe sanções económicas à Rússia. Contudo, em 2017, as relações comerciais entre os Estados-membros e a Rússia estão a fortalecer-se.

Apesar das sanções económicas impostas em 2014 e prolongadas até ao momento, a Rússia continua a ser um dos principais parceiros comerciais da União Europeia. E este fortalecimento verifica-se dos dois lados: entre janeiro a novembro, em 2017, as exportações dos Estados-membros para a Rússia subiram 20,2% e as importações com origem em Moscovo cresceram 23,4%. O saldo comercial degradou-se para o lado da UE.

Trocas comerciais entre a UE e a Rússia

Fonte: Eurostat. Comércio internacional de bens. De janeiro e a novembro de 2017.

Tal como em Portugal, 2017 foi um ano de crescimento do comércio internacional no conjunto da União Europeia. De janeiro a novembro, no total da União Europeia, as exportações de bens aumentaram 7,5% e as importações 10,1%, segundo os dados divulgados esta segunda-feira pelo Eurostat. O comércio dentro da UE intensificou nesse período. O mesmo aconteceu nas relações comerciais com o exterior, destacando-se a Rússia — uma tendência que tem vindo a verificar-se nos dados relativos a 2017.

De janeiro a novembro, as exportações de bens da UE para o exterior cresceram 8,7%. O destaque vai exatamente para um aumento de 20,2% das exportações com Moscovo como destino. Mesmo com as sanções económicas ativas devido ao conflito na Crimeia, a União Europeia exportou mais 13,4 mil milhões de euros para o território russo, em comparação com o mesmo período de 2016.

O mesmo aconteceu do lado das importações onde a base é maior dado que a UE importa muito combustível com origem russa. A valorização do barril de petróleo nos mercados internacionais em 2017, face a 2016, deverá explicar o aumento de 23,4% nas importações de bens, o que corresponde a mais de 25 mil milhões de euros. O défice comercial entre a UE e a Rússia aumentou para os 52,2 mil milhões de euros, o segundo mais elevado, logo após a China.

As sanções económicas à Rússia foram novamente prolongadas em dezembro pelo Conselho Europeu dado que o acordo de Minsk ainda não foi cumprido pelo lado russo. Em causa está a situação vivida em 2014 pelo conflito na Crimeia, uma região ucraniana ilegalmente anexada por Moscovo. As sanções têm como alvo os setores financeiros, energéticos e de defesa, prevendo, por exemplo, a proibição de exportação ou importação de armas entre a Rússia e a UE.

Desde 2014 que as relações comerciais entre os Estados-membros europeus e a Rússia se têm degradado devido às sanções económicas. Ainda assim, segundo o Eurostat, bens como máquinas, equipamento de transporte, químicos ou medicamentos são exportados para a Rússia. À União Europeia chega essencialmente petróleo e gás.

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