Brexit. Britânicos não querem assinar acordo, antes de relação comercial estar alinhada

  • Lusa
  • 29 Janeiro 2018

Britânicos querem ter acesso privilegiado ao mercado da UE, mesmo depois do Brexit ser final. Reino Unido admite atrasar negociações, porque não quer assinar acordo sem elo comercial estar decidido.

O governo britânico admite atrasar as negociações para o acordo de saída da União Europeia para conseguir ter em paralelo um esboço das relações futuras entre as duas partes, afirmou, esta segunda-feira, o ministro do ‘Brexit’, David Davis.

Numa audição com uma comissão parlamentar sobre a UE, Davis disse estarem em curso conversas com Bruxelas sobre os termos de uma transição entre o data da saída formal, em março de 2019, e a saída efetiva do mercado interno, no final de 2020.

“A expectativa é que concluiremos [as negociações sobre] o ‘período de implementação’ antes do Conselho Europeu” de 22 e 23 de março, adiantou o ministro para a Saída da União Europeia.

David acrescentou que “não é garantido, mas é provável” cumprir este calendário e que espera prosseguir imediatamente para as negociações sobre um acordo comercial com a UE, seguindo as orientações que são esperadas no mesmo Conselho Europeu.

Lembrando que o negociador-chefe da União Europeia, Michel Barnier, mostrou esperança em concluir as negociações sobre o acordo de saída até outubro deste ano, Davis mostrou-se disposto a alargar este prazo.

“Nós esperamos conseguir [negociar] a futura relação e o acordo de saída em paralelo, o que pode empurrar para um pouco mais tarde, porque não queremos assinar o acordo de saída sem termos a substância da futura relação alinhada. O último trimestre do ano é o nosso objetivo”, revelou.

A primeira-ministra britânica, Theresa May, clarificou desde o início que o Reino Unido não pretendia manter-se no mercado interno para ter controlo sobre a política de imigração, mas que quer um acordo que permita o acesso privilegiado ao mercado, nomeadamente dos serviços financeiros.

Sobre o processo de ratificação, David Davis lembrou que o acordo será votado pelas duas câmaras do parlamento, a Câmara dos Comuns e a Câmara dos Lordes, seguindo-se a votação a uma proposta de lei para o Acordo e Implementação.

Do outro lado, os textos serão discutidos no Parlamento Europeu e no Conselho Europeu, onde será votado por maioria qualificada, ou seja, são necessários 55% de votos representativos de 65% da população.

O ministro falava na véspera do início de mais dois dias de debate da proposta de lei na Câmara dos Lordes, para a qual estão previstas dezenas de intervenções.

Devido à existência de várias etapas, o processo legislativo britânico do texto, que revoga a lei de adesão do Reino Unido à Comunidade Europeia em 1973 e transfere as normas europeias para o direito britânico, deverá prolongar-se por mais várias semanas.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Brexit. Britânicos não querem assinar acordo, antes de relação comercial estar alinhada

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião