Microsoft supera estimativas, mas não escapa a prejuízos

  • Juliana Nogueira Santos
  • 1 Fevereiro 2018

Ainda que tenha registado receitas acima do esperado, os impostos pagos sobre receitas fora dos EUA levaram a empresa de Bill Gates para terreno de perdas no último trimestre do ano.

A Microsoft fechou o último trimestre de 2017 com receitas acima das que eram esperadas pelos analistas. Com um total de 12,2 mil milhões de dólares em receitas, a gigante tecnológica ultrapassou as previsões da Bloomberg, que apontavam para os 11,98 mil milhões. Ainda assim, isto não impediu que, contas feitas, o total resultasse em prejuízos.

As vendas da plataforma de armazenamento na cloud, bem como os clássicos softwares utilitários do Office 365 foram os principais responsáveis pelos bons resultados deste trimestre. O volume de vendas da Azure avançaram 98%, enquanto o do Office cresceu 41%. O total de vendas avançou assim 12% para os 28,9 mil milhões de dólares, passando também as estimativas que apontavam para os 28,4 mil milhões.

A empresa anunciou ainda que vai continuar a investir em data centers, para continuar a preencher a procura dos serviços de armazenamento. “Estamos certos que este desempenho forte da Azure irá continuar”, declarou a responsável financeira da empresa, Amy Hood, aquando da apresentação de resultados.

Reforma fiscal de Trump pesou nas contas

A superação das expectativas não foi suficiente para que a Microsoft se conseguisse salvaguardar da reforma fiscal dos Estados Unidos. Com o grande plano de Donald Trump a impor uma taxa de 15,5% aos montantes acumulados no estrangeiro, e sendo que a Microsoft contará com algo como 128 mil milhões de dólares nesta situação, a empresa terá 13,8 mil milhões de dólares a pagar ao “Tio Sam”.

Somas e subtrações feitas, a Microsoft passa assim de lucros no trimestre anterior, para perdas de 6,3 mil milhões de dólares no último trimestre do ano. No entanto, e ainda que a tecnológica tenha contabilizado as perdas com impostos inteiramente no balanço deste último trimestre, a conta vai ser paga aos poucos. As empresas têm oito anos para entregar o montante ao Estado norte-americano.

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