“Créditos imediatos” vão ser uma tendência na banca

Consultora Oliver Wyman analisou as tendências da digitalização do setor financeiro e concluiu que os "créditos imediatos" vão chegar com a nova diretiva de serviços de pagamentos.

A aprovação ou rejeição automática e instantânea de créditos bancários deverá ser uma tendência na banca.Wikimedia Commons

Os créditos imediatos, “facilmente aceites ou rejeitados com base nas informações enviadas pelo utilizador”, vão ser uma tendência no setor bancário face à nova diretiva de serviços de pagamentos e num cenário de forte digitalização. A indicação é da consultora financeira Oliver Wyman numa nota divulgada esta terça-feira, um dia antes da conferência Banking Summit, em Lisboa, onde a empresa terá um especialista a apresentar tendências digitais no setor financeiro.

Os bancos portugueses “enfrentam um ambiente em rápida mudança” e “devem considerar antecipar a evolução dos atuais agregadores e gestores de finanças pessoais através de um modelo life coach“, sublinha também a consultora. “As instituições financeiras deparam-se hoje com um contexto desafiante, no qual a competição de novos players (grandes tecnológicas e fintech) representa um novo paradigma”, alerta. E diz: “O setor deve assim implementar uma nova agenda que exigirá transformações ambiciosas: ir além do processo de reestruturação, alterando o seu modelo de negócio bancário de forma a adaptar-se às novas necessidades dos seus clientes”.

Na perspetiva da Oliver Wyman, a Diretiva de Serviços de Pagamentos, que acaba de entrar em vigor, “oferece uma ampla gama de possibilidades”, como a da criação de um “agregador e gestor de finanças pessoais”. A título de exemplo, uma ferramenta destas permitiria aos clientes a “comparação de diferentes produtos num só canal”, facilitando a “aquisição pelo utilizador”. Mas é apenas uma das sugestões.

Para a consultora, os “créditos imediatos”, as “poupanças inteligentes”, a “gestão múltipla de produtos” e os “pagamentos e transferências” mais ágeis são outras das possibilidades que a nova diretiva vai possibilitar, além do risco acrescido de abertura do negócio aos “novos players, como referido.

Desta forma, a Oliver Wyman recomenda à banca em Portugal que considere “antecipar a evolução dos atuais agregadores e gestores de finanças pessoais através de um modelo life coach“. “Por exemplo, o life coach pode ajudar o cliente a ter uma vida mais saudável, proativamente alertando sobre eventuais aumentos do consumo de cafeína e sugerindo potenciais poupanças de forma a alcançar um objetivo pessoal (por exemplo, uma viagem)”, lê-se na nota enviada à comunicação social.

Numa outra perspetiva, a consultora financeira alerta que “vários bancos têm ainda sistemas antigos e rígidos, cuja infraestrutura pode impedir o desenvolvimento e implementação de novas tecnologias”. “Por este motivo, algumas empresas precisam de ‘começar do zero’, com novas estruturas completamente separadas que permitam soluções mais flexíveis”, acrescenta a empresa. E conclui: “Esta visão só pode ser implementada com elevados níveis de ambição e um plano estruturado”.

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