Chairman do Montepio em risco de ser vetado pelo BdP

  • ECO
  • 23 Fevereiro 2018

Francisco Fonseca da Silva, nome indicado para presidente da administração do Montepio pode não ter o aval do Banco de Portugal. Em causa estão as relações comerciais entre o gestor e o banco.

Não está fácil a vida para o Montepio. Depois da polémica à volta do nome de Nuno Mota Pinto, nome indicado para presidente executivo do banco, é agora a vez do nome indicado para presidente da administração estar também debaixo dos holofotes.

Segundo escreve o Público (acesso condicionado) na edição desta sexta-feira, depois do Jornal Económico durante o dia de quinta-feira ter avançado com a notícia no site, a nomeação de Francisco Fonseca da Silva, indicado pela Associação Montepio Geral para ser o próximo presidente do conselho de administração da Caixa Económica Montepio Geral (CEMG) está em risco. Em causa estão as relações comerciais que o grupo empresarial do gestor tem com o banco, e que impedem o Banco de Portugal (BdP) de lhe conceder o registo de idoneidade para gerir a instituição financeira.

O grupo de empresas de Francisco Fonseca da Silva tem créditos de 2,2 milhões de euros junto do Montepio, destacando-se a Food4Kings que explora em Portugal o restaurante Burger King. Apesar de os créditos estarem regularizados esta situação configura uma situação de conflito de interesses, segundo os critérios do BdP, adianta aquele diário.

O candidato a chairman da CEMG já pertence ao conselho geral e de supervisão desta instituição, um órgão com funções consultivas pelo que a questão nunca se tinha colocado anteriormente.

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