Moody’s sobe rating da CGD. Paulo Macedo está a “cumprir as metas”

  • Rita Atalaia
  • 27 Fevereiro 2018

A agência de notação subiu o rating do banco estatal em um nível. Passou de B1 para Ba3. Uma melhoria que se deve ao cumprimento das metas do plano de reestruturação.

A Moody’s está mais confiante na Caixa Geral de Depósitos. Subiu o rating em um nível — para Ba3 face a B1. Apesar de a notação continuar em “lixo”, à semelhança do que acontece com a de Portugal, a agência vê com bons olhos o cumprimento das metas do plano de reestruturação, salientando que os fundamentais de crédito do banco liderado por Paulo Macedo estão a melhorar “mais rápido do que previsto”.

O banco estatal “está gradualmente a cumprir as metas previstas no plano de reestruturação, em particular em termos do risco dos ativos e rentabilidade”, afirma Pepa Mori, analista-chefe para a CGD da Moody’s. A agência de notação decidiu melhorar o rating da CGD depois de Paulo Macedo ter conseguido pôr a instituição financeira a dar lucro um ano antes do previsto. O banco obteve resultados líquidos de 52 milhões em 2017, isto em comparação com um prejuízo de 1.860 milhões de euros no ano anterior.

“A CGD foi capaz de alcançar o break-even no final de dezembro de 2017, depois de apresentar um prejuízo elevado de 1,9 mil milhões de euros no final de dezembro de 2016. Este desempenho positivo foi obtido através de uma redução significativa dos custos de financiamento”, isto enquanto as “provisões para o crédito desceram significativamente após o esforço extraordinário de provisionamento que o banco fez em 2016”, refere Pepa Mori, na nota.

" [A CGD] está gradualmente a cumprir as metas previstas no plano de reestruturação, em particular em termos do risco dos ativos e rentabilidade.”

Moody's

Mas não foi apenas o facto de Macedo estar a cumprir as metas com que se comprometeu que levou a Moody’s a alterar a notação da CGD. A subida do rating reflete também “as melhorias mais rápidas do que o previsto” dos fundamentais do crédito.

Segundo os resultados da CGD, a qualidade dos ativos “evoluiu positivamente em 2017, com os rácios de NPE [Non Performing Exposure] e NPL [Non Performing Loans] a atingirem respetivamente 9,3% e 12,1%”. Ao mesmo tempo que o malparado caiu, reduzindo as provisões, o que ajudou a CGD a apresentar resultados positivos, os rácios de capital do banco estatal aumentaram.

Moody’s é a que atribui pior rating à CGD

A agência de notação salienta ainda que a melhoria do rating também “incorpora a expectativa de que haverá uma melhoria adicional do risco dos ativos da CGD, graças às perspetivas de crescimento económico de Portugal”. A agência prevê que depois de crescer 2,7% em 2017, o PIB de Portugal cresça 1,7% em 2018.

Apesar de estar otimista em relação à economia portuguesa, continua a ser a agência que atribuiu o rating mais baixo à República portuguesa e, consequentemente, ao banco liderado por Paulo Macedo. A Fitch atribui uma notação de BB, com outlook positivo, enquanto a DBRS coloca o rating em nível de investimento, de BBB (baixo).

(Notícia atualizada às 10h53 com mais informação)

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