Rendas em Lisboa custam o dobro do que no resto do país

As rendas na capital têm um valor mediano de 9,62 euros por metro quadrado, mais do dobro da média nacional. Metade dos novos contratos de arrendamento foram celebrados em Lisboa e no Porto.

As rendas no município de Lisboa custam mais do dobro do valor registado a nível nacional. No ano passado, o valor mediano das rendas de alojamentos familiares fixou-se nos 4,39 euros por metro quadrado, a nível nacional. Já na capital, o valor mediano das rendas foi de 9,62 euros por metro quadrado.

Os dados foram divulgados, esta quarta-feira, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), que publica pela primeira vez as estatísticas de rendas de habitação a nível local. O INE utiliza a mediana, e não a média de preços, para “expurgar o efeito de valores extremos da leitura do mercado de arrendamento urbano de habitação à escala local”. Os dados dizem respeito aos novos contratos de arrendamento celebrados durante o ano de 2017, indica ainda o INE.

Ao todo, foram celebrados 84.383 novos contratos de arrendamento de alojamentos familiares, no ano passado, em Portugal. O valor mediano das rendas destes contratos fixou-se nos 4,39 euros por metro quadrado, mas há 37 municípios onde se registam valores mais elevados do que este.

Lisboa é não só a região mais cara do país, como a mais procurada para viver. A Área Metropolitana de Lisboa concentrou 28.305 novos contratos de arrendamento, mais de um terço do total e registou um preço mediano de 6,06 euros por metro quadrado. Considerando apenas o município de Lisboa, o mais caro do país, os valores sobem para 9,62 euros por metro quadrado.

Já a Área Metropolitana do Porto representou cerca de 17% do total de novos contratos de arrendamento e registou um preço mediano de rendas de 4,58 euros por metro quadrado. No município do Porto, as rendas fixaram-se em 6,77 euros por metro quadrado.

Juntas, as áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto concentraram 51% do número de total de novos contratos do país, enquanto o Baixo Alentejo apresentou o menor número de novos contratos (474).

37 municípios acima da média nacional

No ano passado, o INE registou 37 municípios com rendas em novos contratos de arrendamento acima do valor nacional. E a grande maioria está na Área Metropolitana de Lisboa, que tem 16 municípios: Lisboa, Cascais, Loures, Mafra, Oeiras, Sintra, Vila Franca de Xira, Amadora, Odivelas, Alcochete, Almada, Barreiro, Montijo, Seixal, Sesimbra e Setúbal têm um valor mediano de rendas acima dos 4,39 euros por metro quadrado.

O Algarve é outra das regiões com um número significativo de municípios onde as rendas são mais caras do que no resto do país. Aljezur, Castro Marim, Faro, Lagoa, Lagos, Loulé, Portimão, São Brás de Alportel, Tavira e Vila Real de Santo António têm preços acima da média nacional.

O mesmo na Área Metropolitana do Porto, que conta com cinco municípios acima da média nacional: Espinho, Maia, Matosinhos, Porto e Vila Nova de Gaia.

Contam-se ainda os municípios de Coimbra, Funchal e Santa Cruz (na região Autónoma da Madeira), Évora e Sines (Alentejo) e Aveiro.

Centro e Norte têm os municípios mais baratos

Entre os dez municípios com as rendas mais baixas do país, só um não pertence às regiões Centro ou Norte.

Belmonte é o município mais barato para arrendar casa, com as rendas a fixarem-se num valor mediano de 1,6 euros por metro quadrado no ano passado. É seis vezes menos do que custa arrendar uma casa no município de Lisboa.

Seguem-se os municípios de Sátão, Vila Nova de Foz Côa, Macedo de Cavaleiros, Tarouca, Valpaços, Lousada, Castro Daire, Ponte da Barca e Chamusca (na região do Alentejo) como os municípios com as rendas mais baratas, todos com valores medianos na casa dos dois euros por metro quadrado.

Notícia atualizada pela última vez às 12h04 com mais informação.

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