Para o CaixaBank, compra do BPI “foi um dos sucessos do ano”

  • Rita Atalaia
  • 26 Março 2018

O CaixaBank considera que a aquisição do BPI permite a consolidação do banco catalão "enquanto instituição financeira de referência em Espanha e Portugal".

O CaixaBank comprou o BPI no ano passado. Uma aquisição que a instituição catalã considera ter sido um “sucesso”. Tanto o chairman, com o presidente executivo do banco espanhol destacam que a atividade do banco português tem evoluído de forma positiva, tendo sido “um dos êxitos” de 2017. O objetivo passa agora por “criar valor” no BPI. Isto depois de os lucros da instituição financeira terem afundado para 10 milhões no total do ano.

“Com a aquisição do banco português BPI, queremos consolidar-nos enquanto instituição financeira de referência em Espanha e Portugal”, afirma o presidente do CaixaBank no relatório sobre o impacto socioeconómico de 2017, divulgado pelo banco. Jordi Gual nota que foi “um ano de sucessos, durante o qual, além da aquisição do BPI, concluiu-se a desconsolidação entre o CaixaBank e o CriteriaCaixa”, refere.

"Um dos projetos mais importantes do ano foi a aquisição, durante o mês de fevereiro, de 84,5% do banco português BPI através da OPA lançada em 2016.”

Gonzalo Gortázar

Presidente executivo do CaixaBank

Já o CEO da instituição catalã, Gonzalo Gortázar, afirma que “um dos projetos mais importantes do ano foi a aquisição, durante o mês de fevereiro, de 84,5% do banco português BPI através da OPA lançada em 2016”. Uma aposta que vai ser reforçada este ano, com o CaixaBank a afirmar que quer “criar valor” no BPI.

Principais produtos e serviços do CaixaBank

Fonte: Dados de dezembro do CaixaBank | Valores em %

No ano passado, o BPI contribuiu com 176 milhões de euros para os resultados do CaixaBank. Isto apesar de o banco liderado por Pablo Forero ter obtido 10,2 milhões no ano passado, o que representa uma quebra de 96,7% em relação aos 313,2 milhões de euros que tinha registado em 2016, num ano em que a instituição financeira ainda contou com o contributo do Banco de Fomento Angola (BFA).

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