Na reabilitação urbana, Norte lidera mas maior “fatia” do bolo dos apoios fica em Lisboa

O IFRRU está a analisar ao todo 373 projetos de reabilitação em todo o país, que correspondem a um investimento que ronda os mil milhões de euros. Este valor compara com os 211 do final de janeiro.

Em menos de um mês as intenções de investimento em reabilitação com apoio do Instrumento Financeiro de Reabilitação Urbana (IFRRU 2020) aumentaram mais de 75%. Em causa está um investimento potencial de mil milhões de euros de norte a sul do país (ilhas incluídas), maioritariamente da responsabilidade de privados.

Ao todo estão 373 projetos sob análise que comparam com os 211 que existiam no final de janeiro. Em Lisboa, os bancos estão a analisar 117 projetos no valor de 570 milhões de euros, mas é no norte que se concentra o maior número de intenções de investimentos (154), num montante de 378 milhões de euros.

Em todas as zonas do país houve aumentos nas intenções de investimento que graças a este instrumento são apoiadas pelos fundos do Portugal 2020, do Banco Europeu de Investimento, do Banco de Desenvolvimento do Conselho da Europa. Um apoio que é conjugado com fundos da banca comercial.

Norte lidera intenções de investimento

Fonte IFRRU

Desde o seu arranque a 30 de outubro de 2017, já foram “formalizadas 43 candidaturas no valor de 128 milhões de euros”. E já foram celebrados quatro contratos de financiamento. O primeiro foi a reabilitação integral de um edifício na freguesia de Santa Maria Maior, no Funchal. Sendo que a Madeira acolhe também um outro contrato já celebrado.

Mas o mais avultado é o projeto de reabilitação do edifício da Rua do Ouro, em Lisboa, maioritariamente para habitação (T0 e T1) que prevê um financiamento global de 2,35 milhões de euros. O quarto projeto é do Porto. Um investimento de dois milhões de euros para reabilitar um imóvel devoluto na baixa da Invicta, próximo da estação de São Bento, que vai ser transformado em 16 apartamentos turísticos, com tipologias T0, T1 e T2.

O IFRRU 2020 tem uma capacidade de financiamento de 1.400 milhões de euros, gerando um investimento de cerca de 2.000 milhões de euros. Os apoios financeiros são concedidos através de empréstimos, com maturidades até 20 anos, períodos de carência mais longos e taxas de juro abaixo das praticadas no mercado. Ou então através de garantias associadas a empréstimos concedidos pelas entidades financeiras selecionadas, destinando-se a projetos e empresas que não dispõem de garantias suficientes.

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