Tomás Correia tira pelouros a administrador dissidente na Associação Mutualista
Fernando Ribeiro Mendes, administrador que defendeu um "virar de página" na gestão da Associação Mutualista, viu Tomás Correia retirar-lhe todos os pelouros por "falta de confiança".
A Associação Mutualista Montepio retirou todos os pelouros ao administrador Fernando Ribeiro Mendes, depois de este ter defendido recentemente que a instituição precisa de “um virar de página inadiável”, provocando uma crise no seio do conselho de administração liderado por Tomás Correia.
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Ribeiro Mendes, que até aqui detinha os pelouros de meios, serviços partilhados, compras, estudos mutualistas e secretariado-geral, publicou um artigo no jornal Público a 24 de março onde defendeu que “verdadeiramente decisivas para o virar de página que julgo inadiável serão as mudanças no governo e na gestão do Montepio que a revisão em curso do código das mutualidades desejavelmente ajudará a concretizar”. Mas os sinais de dissidência em relação à gestão de Tomás Correia já vêm desde o ano passado, pelo menos, quando Ribeiro Mendes se absteve numa votação para decidir o aumento de capital na Caixa Económica Montepio no valor de 250 milhões de euros, conforme avançou o ECO em primeira mão.
O artigo de opinião publicado há três semanas foi mesmo a gota de água, avança o Jornal Económico (acesso livre), que conta que Tomás Correia não gostou do que leu e ainda antes da Páscoa retirou os pelouros a Ribeiro Mendes devido a “uma quebra de confiança” no administrador.
Atualmente, o conselho de administração da Associação Mutualista Montepio tem Tomás Correia como presidente e conta ainda Carlos Beato, Ribeiro Mendes, Virgílio Lima e Miguel Teixeira Coelho como vogais. Mas o ambiente na cúpula da instituição é tudo menos pacífico.
Dois dos administradores, nomeadamente Ribeiro Mendes e Miguel Teixeira Coelho, estão em completa rutura com a atual gestão e, segundo o Público, fazem parte de um conjunto de personalidades que prepara uma lista única para concorrer contra Tomás Correia nas eleições para a Associação Mutualista Montepio que vão decorrer no final do ano.
São várias as personalidades que estão a impulsionar este movimento que integra vários quadrantes políticos e cujas listas foram derrotadas há três anos. Entre elas estão António Godinho (ex-trabalhador do Montepio) e António Bagão Félix (ex-ministro CDS-PP), que concorreram na lista “Renovar Montepio”; Eugénio Rosa (economista ligado ao PCP), que concorreu através do “Defender o mutualismo”; Manuel Rogério (representante dos trabalhadores), que concorreu ao conselho geral.
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