Donald Trump ameaça Rússia com mísseis. Wall Street prepara-se para abrir em queda

  • Juliana Nogueira Santos
  • 11 Abril 2018

A ameaça segue-se ao alegado ataque químico em território sírio, que matou dezenas de pessoas na zona de Damasco. 

Numa sessão matutina de tweets, o presidente dos Estados Unidos dirigiu-se aos russos, dizendo que “os mísseis vão chegar, agradáveis, novos e ‘inteligentes'”. A ameaça à Rússia segue-se ao alegado ataque químico em território sírio, que matou dezenas de pessoas na zona de Damasco.

“A promessa da Rússia é derrubar todo e qualquer míssil disparado contra a Síria. Prepara-te Rússia porque eles vão chegar, agradáveis, novos e ‘inteligentes'”, escreveu o presidente, na sua conta oficial do Twitter.

Criticando a inação dos russos perante um ataque que terá sido perpetrado pelo regime de Bashar al-Assad, uma vez que o Kremlin se comprometeu a proteger o território sírio, Trump diz que “não deviam ser parceiros de um ‘Animal Que Mata Com Gás’ que mata as suas pessoas e gosta”.

O Governo de Vladimir Putin nega que tenha acontecido qualquer ataque envolvendo mísseis químicos, juntando-se também às vozes sírias que afirmam que apenas os grupos da oposição, aos quais chamam “terroristas”, têm acesso a armas químicas.

No passado sábado, a cidade de Douma foi atacada por substâncias químicas tóxicas, que ditaram a morte de, pelo menos 70 pessoas. É nesta cidade que se localiza o último bastião rebelde. Já esta terça-feira, foram divulgadas informações que mostram que os radares sírios detetaram helicópteros estatais a voar sobre a área, mesmo antes do ataque.

Na negociação de pré-abertura, já se notam os sinais de turbulência, com os investidores a tremerem com esta ameaça. Os índices norte-americanos deverão arrancar a negociação com quedas em torno de 1%.

“Há alguns avisos em relação ao escalar da situação na Síria, sendo isso que está a ter impacto, visto que pode escalar para um conflito militar maior”, apontou à Reuters, Peter Cardillo, analista da Spartan Capital Securities. “Os investidores vão, provavelmente, adotar uma abordagem mais cautelosa até que a tensão na Síria diminua.”

(Notícia atualizada às 13h18 com mais informação)

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