Criptomoedas já são uma ameaça à estabilidade financeira

Malparado, Brexit, alterações climáticas e criptomoedas... são estes os principais riscos que ameaçam a estabilidade do sistema financeiro europeu, dizem os reguladores.

Malparado, Brexit, alterações climáticas e… bitcoin. As moedas digitais entraram na lista de ameaças à estabilidade financeira para os reguladores europeus.

“Os riscos relacionados com as moedas digitais materializaram-se recentemente, alimentados pelos extraordinários níveis de volatilidade e associados às quedas dos preços”, disseram as três autoridades europeias de supervisão no relatório conjunto sobre os riscos e vulnerabilidades no sistema financeiro da União Europeia divulgado esta segunda-feira.

São vários os riscos que o sistema financeiro europeu enfrente neste momento: o elevado nível de malparado da banca; o Brexit; as alterações climáticas; e ainda os riscos cibernéticos, onde entra o tema das criptomoedas, que ganharam enorme popularidade nos últimos meses perante a escalada dos preços.

“Além dos riscos cibernéticos, as moedas virtuais levantam muitas questões no que toca à proteção dos investidores”, assumem os supervisores europeus. “Neste contexto, as três autoridades de supervisão europeias emitiram um aviso conjunto aos consumidores a propósito das moedas virtuais no dia 12 de fevereiro. O aviso focava-se nos riscos de compra e negociação de moedas virtuais e de produtos financeiros que expõem os consumidores diretamente às moedas virtuais”, adiantaram ainda.

"Os riscos relacionados com as moedas digitais materializaram-se recentemente, alimentados pelos extraordinários níveis de volatilidade e associados às quedas dos preços.”

Autoridades europeias de supervisão

Relatório do Comité Conjunto das Autoridades Europeias de Supervisão sobre riscos e vulnerabilidades do sistema financeiro da UE

Entre os riscos que sublinhados estavam a extrema volatilidade e o risco de bolha, a falta de um mercado secundário robusto e interrupções operacionais assim como falta de transparência no preço. Mais: o aviso sublinhou que, como as plataformas de negociação de moedas virtuais não são reguladas sob a lei da União Europeia, os consumidores não usufruem de qualquer proteção ou garante legal que estão associados aos serviços financeiros regulados.

Desde o início do ano, a bitcoin já desvalorizou quase 40%. Outras moedas digitais como a litecoin ou a ethereum apresentam quedas de 47% e 41%, respetivamente.

Em Portugal, a CMVM apertou as regras aos bancos e corretoras que vendem produtos associados às criptomoedas. O regulador português pediu aos intermediários que “se abstenham da disponibilização da possibilidade de negociação deste tipo de produtos/instrumentos em condições que não assegurem o cabal cumprimento dos deveres de informação”.

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