Gomes da Silva recebeu 1,7 milhões na Galp

A comissão executiva da petrolífera nacional recebeu 6,15 milhões de euros em 2017, com a folha de pagamentos a aumentar cerca de 12% face ao ano anterior.

Carlos Gomes da Silva recebeu uma remuneração total de 1,7 milhões de euros enquanto presidente executivo da Galp em 2017, revela o relatório e contas publicado esta segunda-feira na CMVM. Este montante representa um aumento de 5,12% face ao ano anterior.

De acordo com as remunerações atribuídas na Galp, a comissão executiva da petrolífera nacional recebeu 6,15 milhões de euros em 2017, com a folha de pagamentos a aumentar cerca de 12% face ao ano anterior (5,49 milhões de euros).

Carlos Gomes da Silva foi o mais bem pago: recebeu 980 mil euros em remuneração fixa, aos quais foram acrescentados 368,43 mil euros em remuneração variável, 245 mil euros em forma de PPR e 110 mil euros noutros benefícios, num total de 1,7 milhões de euros. Foi ao nível da remuneração variável que se verificou o aumento face a 2016 — ano em que esta componente foi de 285,6 mil euros. Todas as restantes se mantiveram.

Já o administrador financeiro da Galp, Filipe Silva, obteve um rendimento de 696,9 mil euros que comparam com os 684,6 mil euros de 2016. Também Carlos Costa Pina, o antigo secretário de Estado do Tesouro e Finanças (2005-2011) que integra o conselho de administração enquanto administrador executivo (COO) recebeu o mesmo montante.

 

Mas há outros Chief Operating Officer no conselho de administração, que recebem mais. É o caso Thore E. Kristiansen, que foi vice-presidente sénior da Statoil para a Améria do Sul e presidente da Statoil Brazil, desde janeiro de 2013 até ingressar na Galp, que tem o segundo ‘salário mais elevado, com uma remuneração total de 910,7 mil euros e de José Carlos Silva, o COO da área de Refinação e Trading Oil, com um remuneração total, em 2017, de 878,8 mil euros.

Recorde-se que a Galp Energia registou lucros de 602 milhões em 2017 e propôs um aumento de 10% do dividendo a pagar aos investidores — 55 cêntimos por cada ação com base nos resultados do ano passado.

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