Advogados em palco na luta contra o cancro

A 10ª edição do Rock 'n' Law acontece em outubro mas já tem a causa para a qual irão os donativos. "Direito em palco, pela luta contra o cancro" é o slogan escolhido para este ano.

O Rock’n’Law – que todos os anos reúne em palco advogados dos principais escritórios do mercado para angariar fundos para uma causa específica – já escolheu o mote para o evento, a realizar-se em outubro, em Lisboa. Assim, naquela que é já a 10ª edição, o valor angariado irá para a luta contra o cancro.

Esta iniciativa que une o setor da advocacia no apoio a um projeto de solidariedade social é composta por sociedades de advogados que com as suas próprias bandas de música promovem, todos os anos, um concerto rock a favor de uma causa. Este ano são 15 escritórios de advogados e nove bandas em palco. Mais dois que se voltaram a associar – Abreu e Miranda – e mais uma banda que em 2017. Composta por advogados da DLA Piper, FCB e Miranda.

No ano passado, as sociedades envolvidas foram a CMS Rui Pena & Arnaut; Cuatrecasas, Gonçalves Pereira & Associados; DLA Piper ABBC; F. Castelo Branco & Associados; Garrigues; Gomez – Acebo & Pombo; Linklaters; Morais Leitão, Galvão Teles, Soares da Silva & Associados; PLMJ ; Rebelo de Sousa & Associados; Uría Menéndez Proença de Carvalho e Vieira de Almeida e Sérvulo.

No total, desde que foi criado, o Rock ‘n’ Law já angariou 538 mil e 893 euros. Só no ano passado foram 115 mil euros angariados, 67 mil dos quais para o projeto “Casas Primeiro”, da Associação Estudo e Integração Psicossocial, que ajuda sem abrigo. O evento teve inclusive o Alto Patrocínio de Marcelo Rebelo de Sousa.

Agora, as entidades que pretendam vir a ser beneficiárias dos fundos angariados nesta iniciativa, terão de apresentar a sua candidatura até 4 de maio e o projeto que pretendem implementar com os recursos disponibilizados pelo Rock’n’Law.

Segundo a organização da iniciativa, “o cancro já é considerado o principal problema de saúde pública a nível europeu. Em Portugal a incidência de novos casos tem aumentado 3% ao ano, registando-se 40 000 novos casos cada ano”. O Estado “tem procurado dar resposta a este problema através dos IPO e de outras unidades vocacionadas para o tratamento do cancro mas na impossibilidade de o Estado assegurar todas as necessidades, a sociedade também é chamada a intervir”.

A 9ª edição Rock ‘n’ Law – que reuniu 13 sociedades de advogados do país na semana passada – conseguiu arrecadar 115 mil euros (67 mil para a associação) e teve a participação de quase duas mil pessoas.

 

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Advogados em palco na luta contra o cancro

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião