António Costa: “Para alimentar a inovação não basta termos o Web Summit”

  • Juliana Nogueira Santos
  • 20 Abril 2018

Na apresentação do novo acelerador de startups da Farfetch, António Costa insistiu no reforço dos esforços para alimentar a inovação e o empreendedorismo.

O primeiro-ministro esteve presente na apresentação do Dream Assembly da Farfetch.Paula Nunes/ECO

No dia em que a Farfetch apresentou o seu acelerador de projetos na área do retalho de moda, o Dream Assembly, o primeiro-ministro deixou claro que há mais a fazer no campo na inovação nacional e que o caso da empresa fundada pelo português José Neves não pode ser exclusivo.

“Aquilo que é muito claro é que se nós queremos alimentar este ciclo de inovação, não nos basta ter anualmente o Web Summit em Portugal”, assinalou o primeiro-ministro no evento. “O Web Summit é excelente, é uma grande montra, uma grande oportunidade, mas muito mais importante é ter a capacidade de continuar, de uma forma sustentável, aquilo que permitiu termos um ecossistema como temos.”

O tema do talento esteve em cima da mesa, com o primeiro-ministro a afirmar que tem de se investir na educação, no acesso ao ensino superior e na atração de talento, indo “à procura dele onde ele está”. António Costa firmou assim como bom exemplo o da Farfetch, que tem escritório espalhados por todo o mundo e por todo o país — Porto, Lisboa, Guimarães e Braga.

“A ideia de que tínhamos licenciados a mais foi das coisas mais dramáticas que aconteceu no país”, continuou o governante, seguindo o raciocínio do que é preciso formar mais e com mais qualificações. “Nós temos é, porventura, trabalhos qualificados a menos para a quantidade de licenciados que temos no país“.

António Costa e José Neves à conversa no evento de apresentação do Dream Assembly.Paula Nunes/ECO

Já relativamente à empresa, o primeiro-ministro aplaudiu a iniciativa de “passar para outro nível”, visto que “deixa de ser simplesmente uma plataforma para ser uma agregadora de ideias, projetos e novas empresas”. “A Farfetch não quer ser exclusiva naquilo que faz, quer ajudar a tornar as empresas naquilo que a Farfetch se tornou”, apontou ainda.

E com a empresa já com sete rondas de investimento fechadas e a contar com a presença de mais de mil empresas em quarenta países do mundo, Costa afirmou ainda: “A Farfetch é um excelente indicador de que para estar na linha da frente é preciso inovar e descentralizar”.

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