Montepio: Lucros passam para 6 a 7 milhões, mas prémio dos trabalhadores mantém-se

O novo presidente do banco Montepio deverá cortar em quase 30 milhões os lucros registados pela instituição financeira em 2017. Mas para manter a paz social vai manter o prémio dos trabalhadores.

Dentro de poucos dias, o Caixa Económica Montepio Geral (CEMG) deverá cortar em quase 30 milhões os lucros registados no ano passado. O banco liderado por Carlos Tavares deverá anunciar um resultado líquido entre seis e sete milhões relativamente a 2017, segundo apurou o ECO. O número resultou de um novo apuramento dos resultados de 2017 por parte da administração liderada por Carlos Tavares que, quando entrou para a instituição financeira, tinha dito que pretendia rever de “acordo com os próprios critérios de prudência”, revelou no final de abril o Público. Na altura, diário avançava que no seguimento dessa revisão os lucros do banco “encolhessem” dos 30,1 milhões para os cinco milhões.

Mas segundo o ECO conseguiu apurar, a revisão dos resultados deverá resultar em lucros um pouco superiores: entre seis e sete milhões. Um valor que ainda assim é substancialmente inferior àquele que a instituição financeira já tinha reportado.

A recordar que no início de fevereiro, dias antes de Carlos Tavares assumir o cargo de presidente executivo da CEMG, Félix Morgado divulgou contas não auditadas pela KPMG, surpreendendo ao avançar precisamente com lucros de 30,1 milhões de euros.

Apesar da revisão em baixa dos lucros de 2017, a administração decidiu manter o prémio que pretende distribuir aos trabalhadores, tendo como objetivo manter a paz social entro do grupo financeiro. O Público (acesso condicionado) avança neste sábado que Carlos Tavares, se comprometeu a distribuir pelos trabalhadores, a título de compensação pelo congelamento salarial, um montante equivalente aos 1,5 milhões de euros que o seu antecessor tinha destinado para o mesmo fim. Quando Félix Morgado divulgou as contas relativas a 2017, comprometeu-se a distribuir pelo quadro de pessoal, até 5% dos resultados positivos.

Os resultados do banco liderado por Carlos Tavares deverão ser conhecidos em meados deste mês de maio, isto depois de a CEMG ter adiado em duas semanas a apresentação de contas. A 1 de maio enviou um comunicado à CMVM, onde dava conta desse objetivo. Num comunicado ao mercado, a instituição explicava que, no contexto da entrada em funções do novo conselho de administração, a 21 de março, e no quadro de um novo modelo societário, “não foi possível concluir os trabalhos” de elaboração dos documentos de prestação de contas relativas ao exercício de 2017, incluindo os pareceres obrigatórios e a certificação legal de contas.

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