Anacom: “Fibroglobal disponível para rever a sua oferta”

O presidente da Anacom garante que a Fibroglobal mostrou abertura para reduzir os preços cobrados às operadoras e espera que a empresa o faça antes mesmo da imposição por parte do Governo.

A Fibroglobal “mostrou interesse e disponibilidade para fazer a revisão da sua oferta”, diz o presidente da Anacom. As declarações de João Cadete de Matos surgem pouco depois de o regulador ter recomendado ao Governo que obrigue a empresa a descer os preços cobrados as operadoras pelo uso da rede de fibra ótica no interior do país, que foi construída com recurso a apoios públicos.

O Governo tem em cima da mesa a recomendação da Anacom para um corte de até 66% nos preços praticados. A Fibroglobal tem como principal cliente a Meo, enquanto a Nos e a Vodafone garantem que um potencial investimento é inviável aos preços de hoje, acusando a Fibroglobal de ter ligações à Meo.

“A Fibroglobal, na reunião que teve connosco, mostrou interesse e disponibilidade para fazer a revisão da sua oferta”, disse o presidente da Anacom, na mesma conferência de imprensa em que abriu a porta ao fim do serviço universal de comunicações. João Cadete de Matos afirmou ainda que espera que a Fibroglobal avance para uma descida dos preços grossistas antes mesmo da eventual imposição da descida por parte do Governo.

Na semana passada, a Nos e a Vodafone emitiram comunicados onde consideram que a descida de preços pedida pela Anacom não é suficiente para viabilizar um investimento. Questionado acerca das declarações das operadoras, João Cadete de Matos afirmou que é uma situação “muito difícil de entender”. O líder do regulador garante que os preços deverão ficar ao mesmo nível dos que são praticados pela DST, que gere as redes de fibra no norte e no Algarve e das quais a Nos e a Vodafone são clientes.

“Temos dificuldade em perceber como é que um operador diga que a oferta da DST é adequada e a análoga de outra empresa já não é adequada”, concluiu João Cadete de Matos. Esta foi a primeira reação da Anacom à posição das operadoras assumida na passada

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