Tecnológicas pressionam Wall Street. Boeing trava perdas

As dúvidas quanto ao sentido das negociações comerciais entre os EUA e a China voltaram a ditar perdas em Wall Street. As tecnológicas pressionaram, mas a Boeing travou as perdas.

As bolsas norte-americanas encerraram em terreno negativo, à exceção do índice industrial, que fechou com ganhos residuais. O dia voltou ficou marcado pela incerteza em torno das negociações comerciais entre os Estados Unidos e a China, depois de Donald Trump, na quinta-feira, ter admitido dúvidas quanto à possibilidade de um acordo que evite uma guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo.

O S&P 500 caiu 0,26% para 2.713,04 pontos, enquanto o tecnológico Nasdaq encerrou a sessão com perdas de 0,38%, cotando nos 7.354,3 pontos. Já o industrial Dow Jones registou ganhos residuais e subiu 0,01% para 24.715,77 pontos, suportado numa subida de 2,1% nas ações da Boeing, que estão agora a valer 351,35 dólares. Ainda assim, o índice foi pressionado também pelo recuo no custo do petróleo. O preço barril de petróleo para entrega em junho desvalorizava em Nova Iorque 0,27% e negociava a 71,3 dólares à hora de fecho das bolsas.

A pressionar o índice de referência esteve o fraco desempenho do setor da banca e, sobretudo, do setor tecnológico, principalmente por parte das fabricantes de processadores. As ações da Intel caíram 2,33% para 53,505 dólares, enquanto as da NVidia recuaram 0,76%, para 245,83 dólares. Destaque negativo também para a Cisco, que continua a desvalorizar na bolsa norte-americana, mesmo depois de ter apresentado lucros acima das estimativas. Os receios de que a empresa perca quota de mercado levaram, mais uma vez, os títulos da empresa a desvalorizarem. Caíram 0,58%, para 43,21 dólares.

Contudo, o assunto que mais marcou a sessão desta sexta-feira foi mesmo a incerteza em torno das relações comerciais EUA-China. “Creio que toda a gente está à espera de algum tipo de informação sobre o sentido das conversações americanas que estão a decorrer neste momento”, disse à Reuters Oliver Pursche, vice-chairman e estratega da Bruderman Asset Management em Nova Iorque.

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