Alemanha abranda crescimento em 2018. E a culpa é da crise em Itália, diz o DIHK

  • ECO
  • 30 Maio 2018

A DIHK reviu em baixa as previsões de crescimento para a maior economia da Zona Euro: Alemanha deve crescer 2,2% contra os 2,7% previstos anteriormente. Incerteza política em Itália justifica decisão.

A economia alemã deverá abrandar mais do que o previsto devido à crise política que se vive em Itália, alerta a Câmara de Comércio e Indústria Alemã (DIHK). O instituto decidiu rever em baixa as suas previsões de crescimento para a maior economia da Zona Euro para 2,2% contra os 2,7% previstos anteriormente. A razão é o alastrar da incerteza.

De acordo com a DIHK, a confiança dos empresários alemães caiu ligeiramente face ao máximo de 25 anos registado no início do ano. Os receios relativamente ao protecionismo e os estrangulamentos no mercado de trabalho prejudicaram o sentimento dos empresários, que está em sentido contrário ao do resto da Zona Euro. Segundo os dados da Direção-Geral dos Assuntos Económicos e Financeiros da Comissão Europeia, o principal indicador que mede o clima de negócios na Zona Euro avançou 0,06 pontos em maio, face a abril, para os 1,45 pontos. Uma subida que se deve a uma boa avaliação dos empresários face à carteira de exportações.

Mas apesar das perspetivas de abrandamento, a taxa de desemprego na Alemanha caiu para 5,2% em maio, o valor mais baixo desde a Reunificação em 1990 e que representa uma redução de duas décimas face a abril. A robustez do mercado de trabalho alemão tem sido um dos motores chave de uma economia dinamizada pelo consumo.

“O desemprego e subemprego voltaram a cair, o emprego continua a crescer e a procura de pessoas continua alta. A tendência positiva do mercado laboral está a consolidar-se, ainda que de uma forma mais débil do que nos meses de inverno”, referiu em conferência de imprensa o presidente da BA, Detlef Scheele.

Em termos absolutos, a população ativa sem emprego caiu para 2,3 milhões de pessoas em maio, menos 60.000 do que em abril e menos 182.000 do que no mesmo mês de 2017. Por outro lado, a agência federal de estatística alemã (Destatis) informou também hoje num comunicado que o número de pessoas empregadas na Alemanha em abril subiu para 44,6 milhões, o segundo melhor registo absoluto desde a Reunificação e mais 597.000 pessoas, ou 1,4%, face ao mesmo mês de 2017.

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