Rajoy felicita Sánchez como chefe de Governo reconhecendo derrota na moção de censura

Pedro Sánchez será presidente do Governo e quero ser o primeiro a felicitá-lo", disse Rajoy da tribuna do Parlamento antes da votação da moção de censura ao Governo PP.

O ainda chefe do Governo espanhol, Mariano Rajoy, felicitou o líder do PSOE, Pedro Sánchez, reconhecendo que o Parlamento vai aprovar a moção de censura apresentada pelos socialistas para destituir o seu Executivo.

“Perante o que todos sabemos, podemos presumir que a moção de censura será aprovada”, disse Mariano Rajoy, que chegou ao Parlamento com largos minutos de atraso e que levou à especulação de que não estaria presente para assistir à votação da moção de censura apresentada por Sánchez. “Assim, Pedro Sánchez será presidente do Governo e quero ser o primeiro a felicitá-lo”, disse Rajoy da tribuna do Parlamento.

Assim, Pedro Sánchez será presidente do Governo e quero ser o primeiro a felicitá-lo.

Mariano Rajoy

Presidente do Governo espanhol

“Aceitarei como democrata o resultado da votação, mas não posso partilhar o que foi feito”, acrescentou. O debate no Parlamento já terminou, e a votação terá início às 10h00 de Lisboa. Depois da sua intervenção, Rajoy deslocou-se até à bancada socialista e cumprimentou Pedro Sánchez.

Os discursos feitos ao longo sessão confirmam que todos já dão como único cenário que o PP (Partido Popular, direita) vai ser afastado, apesar de ter apenas 84 dos 350 membros da assembleia. A tomada de posse deverá ser nos próximos dias.

O candidato a primeiro-ministro, Pedro Sánchez, agradeceu o apoio dos deputados à sua investidura e disse que a assembleia vai escrever hoje “uma nova página na democracia do país”. Se for a monção dor aprovada, esta será a primeira vez que um Governo espanhol é destituído desta forma. A líder da bancada socialista, Margarita Robles, assegurou, por seu lado, que o PSOE irá colocar o interesse dos espanhóis à frente dos do seu partido.

A provável queda do executivo de Mariano Rajoy, que esteve seis anos à frente dos destinos de Espanha, é provocada depois de vários ex-membros do PP terem sido condenados na semana passada a penas de prisão por terem participado num esquema de corrupção que também beneficiou esse partido.

O Cidadãos (direita liberal) retirou o apoio que até agora dava ao PP, mas recusa votar a moção de censura ao lado do PSOE, insistindo na antecipação das eleições.

Rajoy recusou até agora apresentar a sua demissão antes da votação da moção de censura, a única forma de se manter no poder o tempo necessário para organizar eleições antecipadas e impedir a chegada ao poder dos socialistas.

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