BCP deixa de emprestar dinheiro aos clubes de futebol

  • ECO
  • 20 Junho 2018

Miguel Maya, o novo presidente executivo do BCP, decidiu deixar de financiar clubes de futebol. A medida entra em vigor num momento particularmente sensível para o desporto rei em Portugal.

O BCP vai deixar de emprestar dinheiro a clubes de futebol. Há vários anos que o banco ajudava a financiar estas instituições, mas o novo presidente executivo, Miguel Maya, já tomou a decisão: este tipo de operações é para acabar, noticia o Público (acesso condicionado) esta quarta-feira.

Esta decisão surge num momento particularmente crítico no futebol português, sobretudo face à crise do Sporting, numa altura em que a SAD leonina deve cerca de 150 milhões de euros ao BCP, mais cerca de 150 milhões ao Novo Banco. O novo líder do BCP pretende assim reduzir a exposição do banco aos clubes de futebol, por causa dos riscos existentes e por não serem investimentos que se alinhem com a estratégia da instituição.

O Público recorda também que esta medida não é propriamente nova. Em 2012, no período da troika, quando o BCP pediu três mil milhões de euros de dinheiro público para se financiar, a autoridade europeia DGComp exigiu ao banco que não aumentasse a sua exposição a clubes de futebol. Segundo o jornal, a exigência foi levantada em fevereiro do ano passado, quando o BCP pagou esta dívida.

Além do Sporting, também os rivais Benfica e Porto estão a ser pressionados para pagar dívidas a bancos como o Novo Banco, a Caixa Geral de Depósitos ou o BPI. Para tal, têm abatido o passivo com recurso às receitas, ou através da emissão de obrigações.

É, de resto, uma hipótese fora do radar do Sporting, pelo menos para já: no início deste mês, como noticiou o ECO, a CMVM decidiu atrasar uma emissão de obrigações que estava agendada pela SAD de Alvalade, através da qual o clube pretendia levantar 15 milhões de euros. A decisão do regulador foi justificada com a instabilidade em torno do universo do clube, o que pôs ainda mais pressão sobre a tesouraria do Sporting. Com a decisão do BCP, a SAD perde um parceiro na banca.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

BCP deixa de emprestar dinheiro aos clubes de futebol

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião