Nissan adulterou emissões poluentes. Também passa fatura à Renault na bolsa

A Nissan admitiu ter adulterado as medições de emissões poluentes na maioria das fábricas do Japão. A fabricante japonesa caiu em bolsa, arrastando também as ações da Renault.

As ações da Nissan caíram quase 5% na bolsa de Tóquio esta segunda-feira, num dia em que se soube que a marca usou métodos ilegais de controlo de poluição, ao nível da medição das emissões de tubos de escape e testes de economia, na maioria das fábricas da empresa no Japão. A notícia também está a penalizar a cotação da Renault em Paris, que chegou a derrapar mais de 2%.

Numa nota enviada à comunicação social, a Nissan esclarece que “descobriu recentemente que algumas fábricas de produção de veículos não estavam a conduzir adequadamente os testes de emissões de partículas e as medições de consumo de combustível, compreendidos no processo de inspeção final do veículo”. Desta forma, “está proativamente a levar a cabo várias verificações de conformidade de diversos aspetos das suas operações no Japão”.

Face a esta notícia, divulgada já perto do fecho da sessão em Tóquio, as ações da Nissan caíram 4,56% para 1.004 ienes. Em Paris, os títulos da parceira Renault recuam 1,56% para 73,30 euros.

De acordo com a Agence France-Presse (AFP), a fabricante de automóveis Nissan revelou esta segunda-feira, em comunicado, que as medições de desempenho para emissões de tubos de escape e testes de economia de combustível foram feitos com base em valores de medição alterados. A Nissan não especificou neste documento, contudo, o número de veículos envolvidos na adulteração, nem o período de tempo no qual os métodos ilegais foram utilizados.

A AFP refere também que, a pedido das autoridades, a fabricante foi obrigada a realizar inspeções, desde setembro de 2016, sobre o modo como os veículos produzidos são ou foram testados, depois de reconhecer que pessoas não certificadas estavam a assinar documentos dos testes. Durante a investigação interna, apareceram outras práticas ilegais que o grupo deu conhecimento ao Ministério dos Transportes japonês.

“Investigações abrangentes sobre os factos descritos acima, incluindo as causas e antecedentes deste tipo de má conduta, estão em andamento”, refere a nota da fabricante de automóveis. A marca refere ainda que os veículos, “além dos modelos GT-R”, estão em conformidade com as normas de segurança japonesas e as emissões gasosas correspondem às especificações do catálogo, ou seja, “que não há erros nos números de economia de combustível divulgados pela Nissan” aos clientes. No entanto, a empresa não referiu que problema existe com o modelo desportivo GT-R.

(Notícia atualizada com esclarecimento adicional da Nissan)

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