CP suspende venda de bilhetes no Alfa Pendular para diminuir ocupação nos comboios devido ao calor

Durante o dia de sábado, vários passageiros tiveram de ser assistidos com calor extremo nas carruagens. Ar condicionado não arrefece com temperaturas acima dos 42ºC.

A CP – Comboios de Portugal decidiu suspender a venda de bilhetes para os comboios Alfa Pendular para evitar a lotação das carruagens dos comboios enquanto se mantiverem as altas temperaturas registadas nos últimos dias, adiantou o Público (acesso condicionado).

De acordo com a edição online do diário, o ar condicionado das carruagens não refrigera quando as temperaturas superam os 42ºC, o que fez com que alguns passageiros tivessem de medir assistência médica durante o dia de ontem, quando as temperaturas em Portugal estavam acima dos 40ºC em muitos distritos do país.

A suspensão de venda dos bilhetes, confirmada pelo ECO junto da CP, tem como objetivo restringir o número de passageiros a viajar e, consequentemente, a carga térmica no interior. A venda não será restabelecida pelo menos durante o dia de hoje, assegurou fonte oficial da CP ao ECO.

De acordo com o jornal, a impossibilidade de o ar condicionado refrigerar convenientemente as carruagens não se trata de uma avaria mas de uma limitação do próprio sistema.

Num comunicado divulgado esta tarde, a CP explicou a sua opção de cancelar a venda de bilhetes para comboios de longo curso, “nomeadamente para aqueles que circulam em pontos que têm revelado maior impacto no aumento das temperaturas interiores”, para gerir os níveis de ocupação e, “desta forma, minimizar o desconforto da viagem”. A empresa notou ainda que as temperaturas extremas sentidas em Portugal nos últimos dias estão a “afetar seriamente a operação ferroviária”.

As altas temperaturas provocam a “necessidade de intervenções continuadas” em vários pontos do país para “corrigir problemas de sinalização, quer ao nível dos comboios, cuja capacidade de refrigeração se encontra afetada”.

Assim, tem havido atrasos, nomeadamente nos comboios de longo curso, que, “aliadas às temperaturas que se fazem sentir dentro dos veículos, causam níveis de desconforto elevados aos passageiros que procuram os comboios para as suas deslocações”.

“A Infraestruturas de Portugal tem, em permanência, diversas equipas ao longo do país que envidam todos os esforços para solucionar os problemas na infraestrutura”, lê-se ainda. No mesmo comunicado, garante-se que a Infraestruturas de Portugal (IP) e a CP continuarão todos os esforços para “prosseguir o serviço de transporte de passageiros, com o menor desconforto possível, no contexto destas circunstâncias excecionais”.

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