Chineses da HNA encaixam mais de dois mil milhões de dólares com venda de subsidiária

O grupo chinês pretende vender 30% da sua subsidiária de aluguer de aeronaves a uma empresa japonesa, para ultrapassar a crise financeira.

Os acionistas chineses da TAP continuam com as vendas para superar a crise financeira. Desta vez, o HNA Group assinou um acordo com a japonesa Orix para a venda de uma parte de uma subsidiária, que atua na área do aluguer de aeronaves, num total de mais de dois mil milhões de dólares, avança o Expansión (conteúdo em espanhol). Do lado da Orix, o objetivo desta operação é crescer e fortalecer a sua filial de aluguer de aeronaves.

O acordo — assinado entre o HNA Group e a Orix Aviation, uma subsidiária da Orix na Irlanda –, prevê a venda de 30% da Avolon Holdings, uma filial de aluguer de aeronaves, pertencente aos acionistas chineses da TAP. No total, o negócio ascenderá a 2.217 milhões de dólares (1.914 milhões de euros).

A Avolon tem, atualmente, 532 aeronaves, para além de outros 30 dispositivos e 328 em lista de espera. Por sua vez, a japonesa Orix tem 200 aeronaves arrendadas a mais de 70 companhias aéreas, localizadas em 30 países. De acordo com o comunicado emitido pela Orix, citado pelo Expansión, o objetivo é concluir o negócio em novembro e crescer e fortalecer a sua filial de aluguer de aeronaves.

Esta é mais uma venda realizada pelo HNA Group, numa tentativa de ultrapassar a crise de liquidez que atravessa. Assim, para aliviar toda essa pressão financeira, o grupo chinês pretende livrar-se de vários ativos, num total de quase 5.000 milhões de euros, de acordo com a imprensa chinesa. Na lista de vendas estão já vários escritórios: em Manhattan por 246 milhões de euros, em Sydney por 130 milhões de euros e dois lotes residenciais em Hong Kong por 1,6 mil milhões de euros. Atualmente tem para venda um arranha-céus em Chicago.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Chineses da HNA encaixam mais de dois mil milhões de dólares com venda de subsidiária

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião