Comissão de utentes considera que ligação do metro do Rato ao Cais do Sodré e linha circular é opção errada

  • Lusa
  • 21 Agosto 2018

Está a decorrer a consulta pública à avaliação de impacte ambiental ao projeto de prolongamento do Metropolitano de Lisboa. A comissão de utentes já deu o seu parecer: "opção errada".

A Comissão de Utentes de Transportes de Lisboa defendeu esta terça-feira que a ligação de metro do Rato ao Cais do Sodré e uma linha circular é uma opção “errada e vai degradar” a oferta no norte da cidade.

Ligar o Rato ao Cais do Sodré e criar uma linha circular a partir do Campo Grande, com as linhas Verde e Amarela, passando as restantes a funcionar como linhas radiais “é uma opção errada que irá ainda degradar mais a oferta às populações da zona norte de Lisboa”, assim como de Odivelas e Loures, refere um comunicado daquela comissão, apelando ao chumbo do projeto.

Está a decorrer até quarta-feira a consulta pública à avaliação de impacte ambiental ao projeto de prolongamento do Metropolitano de Lisboa, entre as estações do Rato (Linha Amarela) e do Cais do Sodré (Linha Verde), incluindo as novas ligações aos viadutos do Campo Grande.

O objetivo é obter uma linha circular a partir do Campo Grande com as linhas verde e amarela, passando as restantes linhas a funcionar como radiais – linha amarela de Odivelas a Telheiras, linha azul (Reboleira – Santa Apolónia) e linha vermelha (S. Sebastião – Aeroporto).

No seu contributo para a consulta pública, promovida pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), a comissão de utentes transmite preocupação com a futura “degradação da oferta” às populações da zona norte de Lisboa, nas estações da Ameixoeira, Lumiar, Quinta das Conchas e Telheiras, que serão obrigadas a mudar de linha no Campo Grande para aceder ao centro da Cidade, tal como aos habitantes em Odivelas e Loures.

Esta alteração à rede do metro, especifica, também prejudica as populações de outras zonas da cidade, como Benfica, S. Domingos de Benfica, Carnide ou Olivais e Marvila, “uma vez que o projeto visa concentrar meios – materiais e humanos – na linha circular, desinvestindo nas futuras linhas radiais”.

A comissão salienta ainda que, com o novo projeto, “adia-se o prolongamento da rede para as zonas da cidade onde esta faz mais falta – zona ocidental de Lisboa e o prolongamento até Loures”.

Para a organização que representa os utentes, é urgente o investimento nos transportes públicos, devendo o Metropolitano de Lisboa ter em conta a expansão da rede a Alcântara e Loures e a aposta em trabalhadores e equipamento “para repor e alargar a fiabilidade, quantidade e qualidade da oferta”.

Defende “a crescente utilização dos transportes públicos, com os consequentes ganhos ambientais, económicos e sociais, através de uma política de preços atrativa, do reforço da fiabilidade e qualidade do serviço e de uma oferta adequada às necessidades“, nomeadamente da parte do Metropolitano de Lisboa.

A comissão salienta ainda não ter encontrado “resposta à necessidade de reverter a profunda degradação da qualidade e fiabilidade do serviço sentida nos últimos anos”.

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