Novo Banco vende GNB Vida. Seguros rendem 190 milhões

Um ano depois de ter iniciado o negócio de alienação do negócio de seguros, o Novo Banco fechou a operação de venda. Vai arrecadar 190 milhões.

O Novo Banco celebrou com a Bankers Insurance Holdings um contrato para a venda da totalidade do capital social da GNB – Companhia de Seguros de Vida por um montante de 190 milhões de euros. De acordo com o comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), ao valor acordado acrescerá um montante variável em função do desempenho da empresa, que não é revelado.

Recorde-se que o Novo Banco colocou oficialmente o negócio segurador à venda há pouco mais de um ano, no início de agosto de 2017. Só a Global Bankers Insurance (dona da Bankers Insurance Holdings) passou à fase final das negociações, numa operação em que foi assessorada em termos financeiros pela equipa do banco Nomura.

De acordo com o que tinha apurado o ECO à data, este grupo internacional especializado em aquisições de seguradoras chegou a fazer uma oferta no valor de 250 milhões de euros — aquém da avaliação da GNB Vida nas contas do banco. O valor final ficou-se pelos 190 milhões.

Apesar de vender, o Novo Banco garantiu um contrato de distribuição — celebrado entre o banco de António Ramalho e a GNB Vida — de produtos de seguros de vida em Portugal, “por um período de 20 anos”.

“Impacto neutro” nas contas

De acordo com o comunicado, a conclusão desta transação — que está dependente da verificação de diversas condições — deverá ter “um impacto neutro” nos resultados do banco que fechou o primeiro semestre com prejuízos de 231,2 milhões de euros. Apesar disso, terá um “impacto positivo no rácio de capital common equity tier 1″ do Novo Banco.

A venda do GNB Vida integra o processo de desinvestimento de ativos de ativos não estratégicos que tem sido levado a cabo pelo banco em causa, “prosseguindo a sua estratégia de foco no negócio bancário”.

(Notícia atualizada às 18h40).

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Novo Banco vende GNB Vida. Seguros rendem 190 milhões

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião