Onze sessões em queda. EDP fecha abaixo da OPA da CTG

Pela primeira vez desde a OPA da CTG, a EDP encerrou abaixo da contrapartida de 3,26 euros. São já 11 sessões em queda, pesando na bolsa nacional que, contudo, conseguiu subir. A Nos brilhou.

A EDP está a cair há 11 sessões consecutivas, uma série negativa que está a atirar as ações da elétrica portuguesa para mínimos de maio. Os títulos encerraram pela primeira vez abaixo dos 3,26 euros, ou seja abaixo da contrapartida oferecida pelos chineses na OPA. Uma queda que pesou na bolsa nacional, mas não impediu o PSI-20 de valorizar. A Nos foi a estrela da sessão em Lisboa.

A empresa liderada por António Mexia regista o maior ciclo de quedas desde, pelo menos, 2008, de acordo com os dados históricos da Reuters. Neste período, as ações apresentaram uma desvalorização de 3,8% até aos 3,243 euros que eliminou 465 milhões de euros ao valor de mercado da elétrica que está a ser alvo da OPA da China Three Gorges.

EDP em queda. São já 11 sessões negativas

Apesar de a EDP considerar que os 3,26 euros oferecidos são baixos, pedindo um valor superior, os investidores estão agora a avaliar a empresa a um preço por ação inferior, o que é reflexo dos receios de que a oferta em cima da mesa possa cair. Pequim desfez a cúpula da CTG que planeou a oferta, avançando com uma nova liderança que pode entender que a estratégia a seguir é outra, não a EDP.

A EDP Renováveis, também alvo de OPA por parte da CTG, fechou com uma valorização ligeira, mas a Galp Energia também perdeu força, pesando no desempenho do PSI-20. A petrolífera recuou 0,77% para 16,65 euros perante o enfraquecimento do Florence que levou à descida dos preços do petróleo nos mercados internacionais. O Brent está novamente abaixo da fasquia dos 80 dólares.

Apesar destas quedas, num dia em que Ramada, Mota-Engil e Pharol lideraram as perdas, a bolsa nacional conseguiu valorizar, beneficiando do comportamento de títulos como os CTT e a Sonae. O PSI-20 encerrou a valorizar 0,15% para os 5.315,06 euros, num dia misto na Europa.

A dona do Continente encerrou o dia com uma valorização de 1,74% para os 90,45 cêntimos, sendo este desempenho superado apenas pela Nos. A operadora liderada por Miguel Almeida disparou 3,9% para 5,145 euros.

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