DBRS aplaude progressos de Portugal. Alerta que acelerar crescimento é “crucial” para a subida do rating

A agência de notação financeira canadiana aplaude os progressos da economia portuguesa nos últimos anos, mas pede mais. Incerteza quando crescimento futuro é travão ao rating.

Portugal está a crescer. Fruto de várias reformas implementadas durante o período da troika, a economia nacional tem vindo a dar sinais positivos, progressos aplaudidos pelas agências de notação financeira. Mas, na perspetiva da DBRS, é preciso mais. É preciso criar condições para aumentar o crescimento potencial e garantir assim que o crescimento é sustentável a longo prazo. Só afastando essa incerteza poderá libertar-se o travão que existe ao rating.

“A capacidade de Portugal fazer crescer a sua economia tem vindo a melhorar nos últimos anos”, diz a agência canadiana numa nota de análise obtida pelo ECO sobre Portugal e Itália.

De acordo com a DBRS, o crescimento — referindo-se aos 2,7% em 2017 — resulta do “melhor uso dado à capacidade já existente na economia e alguma expansão do potencial de crescimento”. A agência explica esta perspetiva com as reformas no mercado laboral que ditaram uma melhoria no desemprego, mas também levaram a um aumento no número de trabalhadores e ao aumento da produtividade.

A DBRS diz que apesar de o crescimento ter moderado em 2018, “a economia portuguesa continua a crescer a um ritmo superior ao do seu potencial de crescimento, fruto da melhor utilização dos recursos existentes”. “Revela algum progresso”, comenta Nichola James, corresponsável pelos ratings soberanos da DBRS, salientando, no entanto, que é “importante aumentar o potencial de crescimento a longo prazo”. Há “incerteza”, alerta a agência que atribui uma notação de “BBB” a Portugal.

"Aumentar o potencial de crescimento é crucial para Portugal, já que um crescimento superior permitirá reduzir o elevado nível de endividamento.”

DBRS

“No longo prazo, a capacidade de crescimento é mais incerta. Vai depender das políticas que afetam o investimento e o mercado laboral”, diz a DBRS. “Vai também depender do quão bem Portugal faz uso dos seus recursos”, acrescenta a agência canadiana na nota.

“Aumentar o potencial de crescimento é crucial para Portugal, já que um crescimento superior permitirá reduzir o elevado nível de endividamento” da economia o que, por sua vez, “é um travão ao rating“. “Em Portugal, a dívida do setor privado continua elevada”, diz a agência, notando que em Itália o balanço é mais saudável. Mas, “os rácios da dívida dos dois países continua elevado em ambos os países”, conclui.

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