CGD entrega dividendos ao Estado. Com BdP somam 741 milhões

Desde 2010 que o banco público não distribuía dividendos ao acionista. Banco de Portugal e CGD levam dividendos a subir 326 milhões face a 2018.

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) vai entregar ao Estado dividendos em 2019, o que acontece pela primeira vez desde 2010. Juntamente com os dividendos do Banco de Portugal, o Estado encaixa 741 milhões de euros no próximo ano.

O relatório que acompanha o Orçamento do Estado para 2019, entregue esta segunda-feira no Parlamento, não detalha qual o valor dos dividendos entregues pelo banco público. Diz apenas que os dividendos totais são mais 326 milhões de euros aos cofres do Estado. Este ano, os dividendos do banco central deram aos cofres públicos 415 milhões (líquidos de IRC).

“A perspetiva de dividendos por parte da Caixa Geral de Depósitos, e de um aumento dos dividendos pagos pelo Banco de Portugal, contribui para um crescimento de 9,5% da outra receita corrente”, diz o relatório.

Depois dos 52 milhões em 2017, na primeira metade do ano a CGD conseguiu apresentar 194 milhões de euros de resultados positivos.

A 24 de setembro, à margem da 31.ª edição dos Investor Relations & Governance Awards, da Deloitte, Paulo Macedo disse ao ECO que “a Caixa irá cumprir o plano estratégico” em termos de resultados. “Irá apresentar resultados positivos significativos como previa o plano”, afirmou o presidente do banco.

Com estes resultados, abre-se a porta dos dividendos. “Os dividendos não estão previstos no plano estratégico, mas claramente a Caixa tem como intuito pagar a ajuda que recebeu do Estado e devolver o dinheiro aos contribuintes”, disse Macedo.

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