Direto “Se querem ouvir falar mal de alguém, procurem no Twitter”, diz André Villas-Boas no Web Summit. Acompanhe o palco principal

Depois de Costa, Guterres, Medina e o pai da web no dia da inauguração, dia 2 de Web Summit é o primeiro completo. Acompanhe aqui os principais momentos do palco principal, em direto.

Berners-Lee lançou um novo contrato para a internet e nem Fernão de Magalhães faltou à chamada. Na cerimónia do arranque do maior evento de inovação e empreendedorismo do mundo, cruzaram-se o passado, o presente e o futuro no mesmo palco. Agora, é hora de arrancar o dia 2, o primeiro completo do evento.

Entretanto, prepare a sua agenda de hoje e acompanhe todas as novidades aqui.

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O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

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António Costa
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