Apple é maçã envenenada em Wall Street

Wall Street Journal adiantou que tecnológica cortou produção de iPhones face à menor procura pelos últimos modelos lançados em setembro. Maçã "envenena" ações dos fornecedores e bolsas americanas.

Wall Street abriu a semana em baixa, pressionada pelo mau desempenho da Apple, que está a contaminar o sentimento dos investidores do outro lado do Atlântico perante sinais de abrandamento da procura por iPhones, isto enquanto persistem dúvidas em torno do braço-de-ferro comercial entre Washington e Pequim.

As ações da Apple cedem 2,29% para 189,11 dólares, depois de o Wall Street Journal ter noticiado que a tecnológica cortou a produção nas últimas semanas para os três modelos de iPhones (o produto mais vendido pela empresa) lançados em setembro, sinalizando uma menor procura do mercado em plena véspera da quadra natalícia. Desde o início do mês, os títulos da companhia liderada por Tim Cook acumulam uma perda de 12% depois de ter revisto em baixa as suas perspetivas para as vendas para o trimestre.

Por arrastamento, também as ações dos fornecedores da Apple estão sob pressão, caso da Skyworks e Lumentum Holdings, que apresentavam quedas de 0,96% e 3,86%, respetivamente.

Neste cenário, o tecnológico Nasdaq perde terreno, cedendo 0,38% para 7.220,41 pontos. Também o industrial Dow Jones perde 0,28% e o S&P 500, índice de referência mundial, cai 0,20%.

Em termos macroeconómicos, continuam as incertezas em relação às disputas comerciais entre os EUA e China. Este fim de semana, os líderes dos países da região da Ásia Pacífico não chegaram a um entendimento sobre o comunicado final da reunião que decorreu na Papua Nova Guiné, o que aconteceu pela primeira vez, devido às tensões no comércio.

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