May rejeita excluir Gibraltar das negociações com a União Europeia

  • Lusa
  • 21 Novembro 2018

"Sempre fomos claros que não vamos excluir Gibraltar das negociações sobre o futuro relacionamento. Queremos um acordo que funcione para todo o Reino Unido, e que inclui Gibraltar", disse May.

A primeira-ministra britânica, Theresa May, rejeitou esta quarta-feira excluir Gibraltar das negociações com a UE sobre a saída e a futura relação do país com a União Europeia (UE), como pretende o Governo espanhol.

Durante a sessão semanal de respostas aos deputados na Câmara dos Comuns, May afirmou “o apoio firme a Gibraltar, à sua população e à sua economia” e disse que Gibraltar fez parte das negociações para a saída do Reino Unido da UE. “Estou satisfeita por ter negociado um protocolo sobre Gibraltar que fará parte de um pacote de acordos entre o Reino Unido, Espanha e o Governo de Gibraltar que estabelece os compromissos das partes para uma cooperação”, referiu.

Juntamente com o rascunho do acordo de saída do Reino Unido da UE, que deverá ser aprovado pelos líderes europeus este domingo num Conselho Europeu extraordinário, foi publicado um protocolo que regula o estatuto do território britânico localizado na Península Ibérica. O protocolo prevê a criação de comités hispano-britânicos para abordar questões como os direitos dos trabalhadores transfronteiriços, a luta contra o contrabando, a proteção do ambiente ou a cooperação policial.

Porém, o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, ameaçou esta semana com um veto porque quer que, tanto no acordo de saída como na declaração política para a relação futura fique explícito que o futuro de Gibraltar será decidido por uma negociação política entre o Reino Unido e a Espanha. O pequeno enclave de sete quilómetros quadrados com 32.000 habitantes e com fronteira no sul de Espanha é território britânico, mas é reivindicado pelas autoridades espanholas.

Esta quarta-feira, Theresa May insistiu que não quer que as negociações sejam bilaterais, mas multilaterais. “Sempre fomos claros que não vamos excluir Gibraltar das negociações sobre o futuro relacionamento. Queremos um acordo que funcione para toda a família no Reino Unido, e que inclui Gibraltar”, defendeu a primeira ministra, referindo às regiões britânicas e territórios dependentes.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

May rejeita excluir Gibraltar das negociações com a União Europeia

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião