Governo assegura ligação aérea Bragança/Portimão

  • Lusa
  • 23 Novembro 2018

Executivo aprovou despesa para lançar novo concurso para a ligação aérea entre Trás-os-Montes e o Algarve. Enquanto decorre o processo, vai ser feito "um ajusto direto" e ligação não vai ser suspensa.

O Governo autorizou a despesa para o concurso público internacional para a concessão da ligação aérea Bragança/Vila Real/Viseu/Cascais/Portimão, que deverá ser lançado “nos próximos dias”, disse esta sexta-feira fonte do Ministério do Planeamento e das Infraestruturas.

A ligação aérea Bragança/Vila Real/Viseu/Cascais/Portimão é subsidiada pelo Estado e o contrato, em regime de concessão por um período de três anos, termina a 22 de dezembro.

No Conselho de Ministros de quinta-feira, o Governo autorizou a realização de despesa com vista à “adjudicação da prestação de serviços aéreos regulares, em regime de concessão, na rota Bragança/Vila Real/Viseu/Cascais/Portimão, pelo período de quatro anos”.

Fonte do Ministério do Planeamento e das Infraestruturas disse esta sexta-feira à agência Lusa que o concurso deverá ser lançado nos “próximos dias” e que, enquanto decorre o processo, será efetuado “um ajuste direto” com a atual empresa de forma a não suspender a carreira aérea.

A fonte adiantou ainda que o concurso público internacional será lançado em moldes similares ao anterior.

O presidente da Câmara de Vila Real, Rui Santos, disse à Lusa estar “tranquilo com este processo” e acreditar que “não haverá interrupção dos voos enquanto decorre o processo”.

“Há largos meses que eu sei que era intenção do Estado lançar este concurso e que, aliás, estava a receber elementos para que este concurso fosse lançado. O facto de haver um ajusto direto enquanto ele não for adjudicado em nada prejudica as populações e o Estado. Estou tranquilo”, frisou.

Rui Santos classificou a ligação aérea como “vital” para Vila Real e para o Douro e considerou que é também “importante para que, quem vive no litoral, se possa deslocar com rapidez ao interior”.

“Quebra sobretudo uma barreira psicológica que é a barreira que se demora muito a chegar ao interior. Não, do Algarve a Vila Real demoramos menos de duas horas”, salientou.

No entanto, o autarca ressalvou que continua a defender que o avião deveria aterrar no aeroporto Humberto Delgado em vez do aeródromo de Tires, em Cascais, como acontece atualmente.

A região de Trás-os-Montes teve voos regulares durante 15 anos com a carreira aérea Bragança/Vila Real/Lisboa, subsidiada pela União Europeia em 2,5 milhões de euros anuais.

A suspensão dos voos entre Trás-os-Montes e a capital, em 2012, foi decidida com o argumento de que Bruxelas não autorizava mais o financiamento direto à operadora.

O Governo anunciou, em dezembro de 2014, que a carreira aérea iria ser retomada com o mesmo modelo de financiamento, mas com um trajeto alargado de Bragança a Vila Real, Viseu, Cascais e Portimão.

A ligação foi concessionada por três anos e contou com uma dotação orçamental de 7,8 milhões de euros.

A carreira aérea é assegurada pela companhia área Aero Vip, detida pelo Grupo Seven Air, que apresentou, em 2015, a única proposta para a exploração desta ligação.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Governo assegura ligação aérea Bragança/Portimão

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião