França quer encerrar 14 reatores nucleares até 2035. Vai apostar nas renováveis

  • Lusa
  • 27 Novembro 2018

O Presidente francês Emmanuel Macron anunciou a intenção de encerrar 14 reatores nucleares até 2035 e mais apoios à produção e utilização de energias renováveis.

O governo francês vai fechar 14 dos 58 reatores nucleares até 2035 e vai aumentar o apoio ao desenvolvimento das energias renováveis, anunciou o Presidente Emmanuel Macron esta terça-feira, apresentando as grandes linhas da Programação Plurianual de Energia (PPE). Quatro a seis dos reatores serão encerrados até 2030, além dos dois da central de Fessenheim “no verão de 2020”, disse.

No discurso sobre a transição energética, no Eliseu, o chefe de Estado francês indicou que o país não vai decidir para já sobre a construção de mais reatores nucleares de nova geração EPR (reator pressurizado europeu) e esperará pelo menos até 2021.

“Peço à EDF [Eletricidade de França, a maior produtora e distribuidora de energia] para trabalhar na elaboração de um programa de ‘novo nuclear’ assumindo compromissos firmes sobre o preço, para que eles sejam mais competitivos. Tudo deve estar pronto em 2021 para que a escolha que seja proposta aos franceses possa ser transparente e esclarecida”, disse Macron.

Quanto ao apoio ao desenvolvimento das energias renováveis, vai passar dos cinco mil milhões atuais para “sete a oito mil milhões de euros por ano”, anunciou o Presidente francês, evocando uma triplicação da eólica terrestre e uma multiplicação por cinco da fotovoltaica até 2030. “Concentramos os nossos esforços no desenvolvimento das energias renováveis mais competitivas e, porque estamos atentos ao poder de compra dos franceses, vamos exigir dos profissionais a redução dos custos”, assinalou Macron.

Os até oito mil milhões de euros anuais até ao final da PPE, que termina em 2028, representam um total de 71 mil milhões de apoio às energias renováveis (elétricas, biogás, calor renovável) nesse período. “A subida das energias renováveis em França é inevitável”, considerou Macron.

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