Trotinetas elétricas vão invadir Lisboa. Há mais 13 empresas interessadas na capital

A Hive chegou a Lisboa através da myTaxi e vai concorrer com a Lime. A Voi, a Iomo e a Wind já anunciaram a intenção de se lançar na capital. E há 13 interessadas.

Existem 13 empresas de trotinetas elétricas interessadas em começar a operar na cidade de Lisboa, revelou o vereador Miguel Gaspar, que detém o pelouro da mobilidade. A informação foi revelada na apresentação do serviço Hive, da myTaxi, que vai concorrer com a Lime na capital portuguesa. No entanto, o autarca explicou que “há uma diferença” entre a demonstração de interesse por parte destas empresas e a chegada efetiva ao mercado.

Depois da Lime, a Hive tornou-se oficialmente o segundo serviço de trotinetas elétricas a funcionar na capital portuguesa. O serviço tem o mesmo custo do que a Lime — um euro pelo desbloqueio da trotineta, mais 15 cêntimos por cada minuto de utilização — e foi apresentado esta terça-feira. Sabe-se que a Voi, a Iomo e a Wind também já anunciaram a intenção de arrancar com as operações em breve.

O vereador Miguel Gaspar assumiu também que é importante que estes operadores se sentem à mesa com a Câmara Municipal para acertar as condições em que estes serviços são prestados, para que possam realmente ajudar a melhorar a mobilidade em Lisboa e, ao mesmo tempo, mitigar eventuais problemas de segurança. “As pessoas precisam disto, as pessoas gostam disto”, acrescentou o vereador.

Ultimamente têm surgido queixas por parte de vários cidadãos que se deparam com as trotinetes da Lime estacionadas em plena via pública. O caso fez lembrar a entrada em Lisboa das bicicletas oBike, que a Câmara Municipal de Lisboa mandou retirar dias depois do lançamento, alegando “utilização abusiva do espaço público”.

Questionado acerca das diferenças entre o que aconteceu com a oBike e o que acontece com as trotinetes da Lime, Miguel Gaspar apontou para as “táticas que este tipo de empresas usam” para entrarem nas cidades: “A primeira é: entra e pede desculpa, como a oBike, que nem sequer pediu desculpa. A segunda é: vou falar com a cidade e, se tiver condições para entrar, entro.”

Ou seja, a diferença é que a Lime e a Hive entraram em Lisboa em coordenação com a autarquia, enquanto a oBike não foi capaz sequer de “indicar um representante legal da empresa em Portugal”. Aliás, de acordo com o vereador Miguel Gaspar, as bicicletas da oBike ainda se encontram armazenadas nas instalações da Polícia Municipal.

O vereador explicou também que a Lime e a Hive vão informar a Câmara Municipal, em tempo real, da localização das trotinetes elétricas, e comprometeram-se ambas a recolher todos os veículos no final do dia, reposicionando-os nas zonas de estacionamento definidas para esse efeito. No entanto, o autarca não afasta a hipótese de, no futuro, “limitar” de forma efetiva o estacionamento das trotinetes “aos sítios onde o estacionamento está autorizado”.

Para já, a presença destes veículos na capital “é suportável” e “o fenómeno está controlado”, garantiu Miguel Gaspar.

As trotinetes da Hive, detidas pela myTaxi, chegaram esta terça-feira a Lisboa. Vão concorrer com as da Lime, empresa detida pela Uber.Flávio Nunes/ECO

Hive vai ter 400 trotinetes na capital

Lisboa é a primeira cidade a receber as trotinetes elétricas da Hive, que entram em Portugal através da myTaxi, liderada por Pedro Pinto. A myTaxi adiciona assim mais um negócio ao seu portefólio, depois de estar presente em várias cidades portuguesas com uma aplicação que liga passageiros a taxistas nas redondezas.

O serviço da Hive é feito com recurso a uma aplicação para Android e iOS. Esta terça-feira estão já disponíveis 126 trotinetes prontas a serem usadas, mas a empresa promete ter 400 veículos disponíveis em breve. A empresa também promete que, até ao final do ano que vem, toda a energia usada para carregar as baterias será proveniente de fontes renováveis.

(Notícia atualizada pela última vez às 12h09)

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Trotinetas elétricas vão invadir Lisboa. Há mais 13 empresas interessadas na capital

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião