Altice responde a Macron. Aceita pagar “bónus de solidariedade” aos trabalhadores em França

A Altice, que detém a Meo em Portugal, é uma das empresas francesas que decidiram pagar bónus de fim de ano aos trabalhadores em França. Quer acalmar ânimos dos manifestantes dos"coletes amarelos".

A Altice ATC 0,19% , que detém a Meo em Portugal, anunciou que vai pagar um “bónus de solidariedade” aos trabalhadores do grupo que estão em França, avançou a MarketWatch. A decisão surge em resposta ao discurso do Presidente Emmanuel Macron para acalmar os ânimos e responder às reivindicações dos chamados “Coletes Amarelos”.

Não é certo o valor que o grupo liderado por Patrick Drahi vai pagar aos trabalhadores franceses. A empresa indicou apenas que vai dar internamente mais informações sobre as condições deste bónus nos próximos dias, numa altura em que também a concorrente Orange anunciou o pagamento de um bónus de até 1.000 euros aos funcionários.

Depois de vários fins de semana marcados por protestos violentos em algumas das zonas mais icónicas de Paris, Emmanuel Macron viu-se forçado a responder com um aumentar o salário mínimo em 100 euros, totalmente financiados pelo Estado, bem como a criar incentivos para aumentar o poder de compra dos cidadãos franceses.

Entre as medidas está ainda a isenção de impostos nos pagamentos de bónus anuais, um incentivo que levou várias empresas a apresentarem programas de remuneração dos trabalhadores como resposta às pretensões do Presidente. A Altice, dona da Meo em Portugal, junta-se assim ao grupo.

Estima-se que medidas anunciadas por Emmanuel Macron possam agravar o défice francês para 3,4%. Em Portugal, um protesto semelhante está a ganhar tração, com manifestações espontâneas marcadas para várias cidades portuguesas no próximo dia 21 de dezembro.

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