Acordo em Setúbal é uma “solução em que todos ganham”, diz ministra do Mar. Operestiva integra 56 estivadores

A ministra do Mar confirmou que o acordo entre estivadores e operadores portuários vai permitir pôr fim à paralisação do Porto de Setúbal, que impedia o escoamento da produção da Autoeuropa.

A ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, confirmou esta sexta-feira que os operadores portuários e os sindicatos de estivadores chegaram a um acordo com vista ao desbloqueio do impasse que se vivia no setor há vários meses. O acordo vai desde já permitir acabar com a paralisação do Porto de Setúbal, resolvendo uma situação que estava a ameaçar as operações de empresas exportadoras como a Autoeuropa e, consequentemente, a economia portuguesa.

Numa altura em que a fábrica de Palmela já acumulava 21 mil automóveis por escoar para a Alemanha, e depois de a Volkswagen assumir a hipótese de desviar a produção para Espanha, os contactos entre as várias partes aceleraram nas últimas horas, permitindo aos representantes dos trabalhadores e empresas setoriais anunciarem o acordo esta sexta-feira de manhã. O compromisso pressupõe, no imediato, a contratação de 56 trabalhadores no Porto de Setúbal, e antecipa a contratação de dezenas de outros estivadores no curto prazo.

A ministra descartou que tenha sido posta em cima da mesa a hipótese de avançar com uma requisição civil, e garantiu que as negociações não foram feitas “sob pressão”. “Este acordo permite atingir dois grandes objetivos que tinham sido fixados para esta negociação, que tive a honra de mediar: por um lado, prevê a eliminação da precariedade incompreensível e com conceitos ultrapassados que existiam no Porto de Setúbal. Por outro, permite prosseguir a rota de crescimento do porto, promovendo o crescimento da península e desenvolvimento da economia nacional, criando mais emprego”, disse Ana Paula Vitorino.

Numa conferência de imprensa em Algés, transmitida pela RTP 3, Ana Paula Vitorino explicou ainda que o acordo “se direciona a todos os efetivos, mas também a todos os eventuais do Porto de Setúbal, que, para além de fixar regras mínimas remuneratórias, também fixa a repartição do trabalho”. A ministra destacou ainda a “maturidade, empenho e sentido de responsabilidade de ambas as partes” na negociação. “Todos assumiram compromissos, que são de louvar”, sublinhou, apontando para a “maior qualidade do emprego” criado neste setor.

Perante os jornalistas, um dirigente do Sindicato dos Estivadores e da Atividade Logística (SEAL) referiu que o acordo, no imediato, permite o desbloqueio do Porto de Setúbal. Vai permitir também, para já, terminar com a greve às horas extraordinárias que estava em vigor desde agosto no setor da atividade portuária.

(Notícia atualizada pela última vez às 12h42)

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