CGD vende posição na Inapa ao Estado português por 15,8 milhões de euros

A Caixa Geral de Depósitos vendeu a posição que detinha na Inapa ao Estado Português por 15,8 milhões de euros. Contas de 2018 terão impacto negativo de 600 mil euros.

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) vendeu a totalidade da posição que detinha na Inapa ao Estado Português por 15,8 milhões de euros, anunciou o banco público num comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). A posição é equivalente a 33,01% do capital social da empresa.

A CGD informa que, por contrato datado de 28 de dezembro de 2018, procedeu à alienação da totalidade das participações sociais de que era titular na Inapa ao Estado Português, através da Direção Geral do Tesouro e Finanças”, lê-se na nota. No total, foram transmitidas cerca de 148,8 milhões de ações preferenciais sem direito de voto, representativas de 49,47% do total das ações preferenciais da empresa e de 33,01% do capital da empresa.

A CGD explica na mesma nota que a transação está avaliada em 15,8 milhões de euros e que se vai traduzir “numa menos valia inferior a 600 mil euros nas contas anuais de 2018” do banco liderado por Paulo Macedo. Desta forma, a CGD deixou de “deter qualquer participação nesta sociedade”.

A participação mantém-se na esfera pública e acresce à posição detida pela empresa pública Parpública. A papeleira tem o capital dividido em ações ordinárias (32% da Parpública, 10% no BCP e 13% na Nova Expressão) e em ações preferenciais. A maior parte das preferenciais pertenciam à CGD e passam agora para as mãos do Estado. Segue-se o BCP (40,4%), enquanto o Novo Banco detém 9,2% destes títulos e a Nova Expressão 0,44%.

Em novembro, a assembleia geral de acionistas da Inapa aprovou uma proposta para a conversão das ações preferenciais em ações ordinárias com um rácio 1,25. A operação levou a um reforço da participação de bancos como a Caixa Geral de Depósitos e o BCP no capital da papeleira portuguesa e provocou uma guerra acionista com outros investidores, incluindo a Nova Expressão, que chegou mesmo a pedir a demissão do conselho de administração da Inapa pela decisão.

(Notícia atualizada às 18h)

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