SNS fechou 2018 com dívida abaixo de 500 milhões. Marta Temido promete debate para breve

No Parlamento, a ministra defendeu que o Estado deve ser prestador e regulador na Saúde, mas garantiu que o Governo não vai hostilizar o setor privado e social.

A ministra da Saúde disse esta quarta-feira que as dívidas dos hospitais a fornecedores terminaram o ano passado abaixo de 500 milhões de euros, o que significa que ficaram num valor correspondente a metade do ano anterior. O número foi avançado durante o debate sobre a nova Lei de Bases da Saúde, no qual Marta Temido defendeu que o papel do Estado deve ser o de prestador e regulador, mas sem hostilizar o setor privado e social.

A questão da dívida dos hospitais aos fornecedores surgiu no debate pela voz do CDS. Na resposta, a ministra avançou com os números de 2018, revelando que esta ficou “em 50% do ano anterior“, ou seja, “menos de 500 milhões de euros”. E prometeu voltar ao tema em breve, sem especificar.

Este número vai ao encontro dos objetivos traçados em novembro passado pela equipa do Ministério da Saúde, que estimou que o ano de 2018 terminaria com uma dívida entre 400 e 450 milhões de euros. Em 2018, o Estado injetou 500 milhões nos hospitais para que a dívida seja reduzida. Nesse debate, o secretário de Estado da Saúde, Francisco Ramos, foi até mais além ao revelar que é intenção do Governo eliminar a dívida aos hospitais este ano.

Durante o debate, a ministra da Saúde defendeu que na nova Lei de Bases “está claro o papel do Estado como prestador e regulador”, acrescentando a “complementaridade” como um princípio presente. “Não hostilizamos o setor privado e social. Sabemos que ele está lá“, defendeu Marta Temido, acrescentando que o objetivo do Executivo é “trabalhar [com estes setores] com transparência”.

O Expresso noticiou esta terça-feira que a falta de entendimento entre o Governo e os parceiros políticos deve levar o PS a pedir que a lei baixe à comissão sem votação, para que em sede de especialidade se tentem entendimentos à esquerda.

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